Matador - Por Fábio Borges

Fonte SPFC.net
É com muita alegria que estreio minha coluna aqui no SPFC.NET, um dos principais sites sobre o São Paulo Futebol Clube.
Meu nome é Fabio Borges, 38 anos, são paulino fanático, "doente"! Moro na região central da cidade de São Paulo. Minha relação com o São Paulo começou na infância por influência do meu avô (também são-paulino fanático) e do meu pai, também Tricolor. Na infância duas derrotas muito tristes deram uma abalada nesse meu amor. 1982/1983, perdendo duas finais de campeonatos paulista para o Corinthians. A maioria dos meus amigos eram corintianos, então foi uma gozação só. Para uma criança de 8/9 anos isso é bem complicado. A alegria mesmo veio em 1985 com o título paulista. Mas me tornei fanático, de verdade, em 1986 após a final do Campeonato Brasileiro 1986 (o jogo final foi realizado em 1987). Eu estava pra completar 13 anos de idade. Um jogo que parecia perdido, em que no último minuto da prorrogação o Careca (meu ídolo até hoje) consegue empatar, levar para os pênaltis e assim conseguirmos nosso segundo título brasileiro da história. (vídeo abaixo)

Acompanhei esse campeonato, quase que totalmente, pelo rádio. Adorava a narração da Jovem Pan, em seguida sempre ouvia o Terceiro Tempo. Poucos jogos eram transmitidos pela tv. Não perdia uma partida do Tricolor no rádio. Por ser muito novo ia a poucas partidas no Morumbi, quando meu pai me levava. Mas meu amor verdadeiro, pelo São Paulo Futebol Clube, surgiu de verdade, então, aos 13 anos, nesse ano de 1987.
Sou empresário da área de internet, então passo metade do dia na frente do computador. Por isso sempre tive facilidade de atualizar os sites e interagir com as pessoas, conhecer são-paulinos e fazer amizades. Fiz parte do site São Paulo Mania que depois virou Site Proibido, que era mais voltado para a política do clube e que apoiava o falecido ex-presidente Marcelo Portugal Gouvêa (para mim o maior presidente da história do Tricolor).

Fui sócio do clube de 2001 a 2007. Por problemas financeiros acabei parando de frequentar o clube. Mas recomendo, a quem puder, se tornar sócio. O clube é excelente e muito bem frequentado, tem ótimas quadras, piscinas, restaurantes, lazer em geral. É frequentado por jogadores, diretores, conselheiros e muitos fanáticos tricolores.
Fui sócio-torcedor de 1999 (logo que foi lançado o projeto) até 2003 e voltei a ser sócio-torcedor em 2010. O sócio-torcedor melhorou muito, principalmente com a venda de ingressos pela internet. Isso facilitou a vida de muita gente, como eu, que odeia pegar enormes filas, principalmente em jogos decisivos. Já cheguei a passar 10 horas numa fila para comprar ingresso (final da libertadores 2005). Ninguém merece...
Ao longo dos meus 38 anos conheci muita gente que era fanática e depois deixou de acompanhar ou que hoje não liga muito pro São Paulo. Outros que até hoje são fanáticos. Os meus amigos mais próximos, na sua maioria, são torcedores fanáticos. Eu, particularmente, sou totalmente feliz e realizado como torcedor do São Paulo. O meu amor e fanatismo continua o mesmo. Ou talvez seja até maior. De 1987 (quando me tornei fanático) pra cá, foram 25 anos e conquista de 3 mundiais, 3 libertadores, 5 brasileiros, 7 paulistas, entre outros tantos títulos importantes. Considero a minha vida, de amor ao São Paulo, como uma vida de muito mais alegrias do que tristezas. Muito mais lágrimas de alegria, derramadas, do que lágrimas de tristeza. Sempre acreditei que o mais importante na vida é a felicidade. E me considero feliz com o São Paulo, com minha família, amigos e namorada.
Sempre gostei de coleções. Coleciono muitas coisas sobre o São Paulo Futebol Clube. A primeira coleção foi da Revista Placar (comecei em 1987 e coleciono até hoje), depois surgiu a ideia de colecionar pôsteres. Sempre os da Revista Placar. O primeiro foi o do título paulista de 1985 e continuo até hoje. Depois comecei a colecionar jornais, recortes, reportagens, tudo que era relacionado ao Tricolor. Sempre guardei os canhotos de ingressos e hoje tenho cerca de 400. Essa coleção foi até reportagem da Revista Oficial do São Paulo. Camisas demorei a me interessar em colecionar, por ser uma coleção mais cara. Comecei a comprar mesmo a partir de 2000. Tenho hoje cerca de 60. Algumas mais importantes que outras, como a de 1992/1993, que tenho assinada por todos jogadores, comissão técnica e presidente bicampeões mundiais. Outra importante é a que ganhei da mão do meu ídolo Rogério Ceni, uma camisa autografada, que ganhei ao entrevistá-lo em 2002.

Outra coleção importante, que sempre fiz, é a de jogos do São Paulo. Tenho mais de 100 partidas, gravadas na época em fitas vhs e hoje passadas para dvd.
Entre os melhores momentos, como torcedor, destaco 1992, ano de nossa primeira Libertadores. Foi inesquecível. Estava no estádio, o jogo era 22h. Cheguei 18h, fui o primeiro torcedor a entrar no estádio, junto com um amigo. Ficamos na antiga geral (onde hoje é a academia). O jogo acabou cerca de meia noite, após uma prorrogação e decisão de pênaltis emocionante. Fui um dos primeiros a invadir o gramado, pulando da geral. Naquele dia cerca de 10 mil pessoas invadiram. Cheguei a perder meus óculos, quebrar um rádio e machuquei a perna, no pulo, mas só fui perceber isso horas depois. Tenho até hoje um pedaço da rede onde foi realizada a disputa de penalidades. Outros jogos, que merecem destaque, foram São Paulo x Guarani, final do Brasileirão 1986, as outras 2 libertadores 1993/2005, os 3 mundiais (os 2 primeiros assisti na Avenida Paulista, totalmente lotada). Enfim, foram vários e vários momentos inesquecíveis.

Pior momento, que acompanhei, foi a final da Copa do Brasil 2000. Era uma chance de voltar a disputar a Libertadores da América, 6 anos depois. Um jogo praticamente ganho, em pleno Mineirão, contra o Cruzeiro. E sofremos um gol de falta, nos acréscimos! Nossa, como aquilo foi triste! Outros momentos tristes foram as derrotas da Libertadores 1994 (seríamos tri-campeões e fomos roubados, em pleno Morumbi), perda das Libertadores 2004/2006. Brasileiro de 1990 e Paulista de 1997, ambos contra o corinthians.
Tenho como ídolos Rogério Ceni e Careca. Os dois da mesma forma. Careca porque foi a partir de um gol decisivo dele que me tornei fanático (gol na final do brasileirão 1986). E era craque! Matador! Artilheiro como dificilmente vemos hoje em dia. E Rogério Ceni porque é o maior goleiro da história do futebol. E porque tive o prazer de fazer duas entrevistas com ele. Conheci tanto como jogador como ser humano. É uma pessoa maravilhosa, que fica horas dando atenção aos fãs, mesmo depois de um cansativo treino no CCT.
Espero que gostem das minhas colunas. Sempre relembrando o passado vitorioso e um presente esperançoso, com a volta de conquistas históricas.
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