O coordenador técnico, porém, deixa o comando para Ney Franco com duas vitórias seguidas. E admite que gostaria de continuar no cargo.
“Fico com um gostinho de ‘quero mais’”, confessou Milton Cruz, que neste domingo venceu os reservas do Coritiba no Morumbi e, na rodada passada, bateu o Cruzeiro em Belo Horizonte. “É legal pelo trabalho durante a semana. Tive duas semanas com treinamentos que os jogadores gostaram muito. É legal receber elogios dos jogadores pelos treinamentos.”
Em conversas informais, os dirigentes usam o exemplo de Roberto Rojas para manter Milton Cruz na função de indicar atletas e ser o elo entre elenco e diretoria. Em 2003, ao lado de Milton, o então preparador de goleiros chileno comandou o São Paulo que se classificou para a Libertadores após dez anos. Na temporada seguinte, retomou sua antiga função com a chegada de Cuca e acabou perdendo motivação e espaço no clube.
Fernando Dantas/Gazeta Press
Coordenador técnico gostaria de ficar mais tempo no banco, mas diretoria cita até Rojas para preservá-lo
Milton Cruz, que soma sete vitórias, seis empates e cinco derrotas nos 18 jogos em que comandou o time sozinho, parece entender a situação. “Estou sempre à disposição. Quando sou chamado para estar como treinador, me empenho ao máximo e faço o melhor para entregar o time na melhor posição. É sempre ruim ser chamado e não ir bem, é frustrante, mas tenho saído com bom gosto e bons olhos.”
A aprovação vem pelo desempenho neste domingo. Sem Rhodolfo, machucado, e Luis Fabiano, suspenso, o interino apostou em um ataque que foi tão veloz quanto eficiente com Lucas e Osvaldo. Na defesa, escalou Rodrigo Caio como líbero, mas logo o colocou como marcador na cabeça de área porque o Coritiba tinha só Anderson Aquino como atacante.
“O time teve alguns momentos brilhantes, de lucidez e bom futebol. Você não se mantém nos 90 minutos jogando bem, mas os jogadores em empenharam, entenderam bem o espírito do jogo e o que tinha que ser feito por tudo que passeis nos treinos e na palestra”, analisou o interino.
O coordenador técnico até minimiza o fato de o adversário ter atuado com reservas. “Valorizamos muito essa vitória porque jogamos contra uma grande equipe, um time que tem um plantel muito bom, não à toa está na final da Copa do Brasil. É um time que tem Lincoln, Tcheco, Emerson, Robinho... São jogadores de destaque”, enalteceu.