Na sua despedida, Milton sai mais uma vez com a sensação do dever cumprido.
– É sempre bom quando você é chamado e o trabalho é elogiado, mostra que você sempre busca o melhor. É claro que eu saio com aquele gostinho de quero mais, mas a diretoria achou melhor trazer um técnico. Eles sabem que estou sempre à disposição – afirmou.
Em relação ao que vinha fazendo o antecessor Emerson Leão, Milton Cruz manteve a base que vinha atuando. Mexeu em três posições, mas mudou a maneira de trabalhar durante a semana e o jeito da equipe atuar em campo. E isso foi fundamental para a reação.
– Eu coloquei três zagueiros porque não tínhamos volantes de marcação e temos laterais cujo forte é o apoio. Quando você atua com dois beques, o time fica exposto demais. Pudemos fazer bons treinos. Preferi não fazer coletivos porque para mim, não acrescenta muito, são raros os momentos em que gosto disso – ressaltou.
Milton será um dos auxiliares de Ney Franco. O técnico mineiro, que será apresentado ao meio-dia desta segunda-feira, trará Eder Paixão como seu braço direito e Alexandre Lopes como um dos preparadores físicos.

Milton Cruz se despediu do São Paulo com duas vitórias (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press/Agência Estado