O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, explicou na manhã desta terça-feira a demissão de Emerson Leão do comando do time. E foi buscar na temporada passada as razões que o levaram a tirar o treinador. O dirigente lembrou que, após o fraco ano de 2011, 23 jogadores chegaram à equipe principal, entre contratados e promovidos da base, por que a direção entendia que o elenco não era bom. O técnico Leão, portanto, foi mantido. A situação mudou, defendeu Juvenal.
“Agora temos equipe competitiva, o problema não é mais do plantel. Nosso problema agora é o técnico”, disse o dirigente, explicando como tomou a decisão de demitir o treinador.

Juvenal se defendeu de possíveis críticas sobre a saída de Leão, disse que a demissão é desagradável e que não há multa a ser paga ao técnico. “Eu o chamei hoje e disse: ‘vamos encerrar o contrato’. Não foi cometido nenhum pecado capital”, afirmou, bem ao seu estilo, com voz pausada e arrastada.
O dirigente disse estar convicto da decisão de tirar Leão e acredita que o fez no momento certo. “Mas não fechei o terceiro aspecto, porque não temos quem colocar (no lugar)”, disse.
Os nomes que despontam como possíveis substitutos, por enquanto, são os de Marcelo Oliveira, atualmente no Coritiba, que eliminou o São Paulo da Copa do Brasil, e o de Vadão, do Guarani.
A contratação de um estrangeiro chegou a ser cogitada por Juvenal, apesar das dificuldades de adaptação citadas pelo próprio presidente.