O presidente Juvenal Juvêncio ainda não sabe quem contratar para substituir Emerson Leão no comando do São Paulo, mas uma certeza o dirigente tem: não buscará um treinador estrangeiro. Contudo, o próprio dirigente admite que as alternativas de mercado não lhe são interessantes no momento - especialmente, segundo ele, por conta da qualidade dos técnicos brasileiros.
"É difícil um estrangeiro", admitiu Juvenal, que listou as dificuldades de apostar em um treinador de outro país. O presidente ainda se apoiou em casos recentes de comandantes que se destacaram na América do Sul, mas que, quando chegaram ao futebol brasileiro, não tiveram continuidade - exemplos disso foram os uruguaios Jorge Fossati, no Internacional em 2010, e Juan Ramón Carrasco, no Atlético-PR 2012.
"Até pegar a língua, o jeito, a torcida, a arbitragem, como fluem as coisas aqui... até pegar isso, a vaca já foi para o brejo, o barco já afundou, é um desastre. No Brasil é assim, você tem que ganhar amanhã. O que você ganhou antes não vale, tem que ganhar o próximo", discursou.
Só que o mercado brasileiro tampouco tem se oferecido apetitoso para Juvenal, que reconheceu a dificuldade para encontrar um novo treinador para o São Paulo. O dirigente, inclusive, ainda fez críticas.
"A diretoria do São Paulo pensa, mas não está conseguindo concretizar. O Brasil não é muito brilhante em técnicos. Em atletas e jogadores, sim. Há treinadores que tem nomes e tem problemas de outra ordem. Isso é difícil para nós, é muito penoso contratar técnicos", finalizou.