São Paulo - Quinto sucessor de Muricy Ramalho, o último vitorioso que comandou o São Paulo, o técnico Emerson Leão completou no domingo dez meses de seu retorno ao clube na iminência de entrar para a lista composta por Ricardo Gomes, Sérgio Baresi, Paulo César Carpegiani e Adilson Batista, que fracassaram na busca pelos desejados títulos nos últimos anos.
Não bastasse o relacionamento desgastado com a diretoria, o ex-goleiro inicia a semana com a evidente necessidade de encontrar um padrão de jogo para a equipe, que há tempos não tem apresentado um bom futebol, e começar a aliviar a pressão depois da eliminação na semifinal da Copa do Brasil, na quarta passada, contra o Coritiba, agravada no tropeço diante da Portuguesa, sábado, pelo Campeonato Brasileiro.

Como estratégia de defesa, Leão se apoia no bom aproveitamento para justificar sua permanência. “Meu trabalho esbarra em mais ou menos 70% de coisas positivas. Não tenho nada que responder para ninguém, minha função é treinar a equipe e nada mais”, disse ele, em referência ao aproveitamento de 68,5% em 2012, além do acumulado de 63,6% desde que voltou ao clube em outubro do ano passado.
Se o número é relevante para o próprio treinador, por outro lado não garante nada. Isso porque na história recente da dança dos técnicos são-paulinos, Paulo César Carpegiani não se segurou com seus 66,6%. O que dizer então dos 58,9% de rendimento de Ricardo Gomes, os 39,3% de Sérgio Baresi e os 45,4% de Adilson Batista? O fato é que mais um treinador está em xeque no Tricolor. Será que é justo, novamente, um técnico pagar esse pato?