Sem um padrão tático definido, dificuldade de relacionamento com alguns jogadores, Jadson, Lucas e Luis Fabiano, por exemplo, e naufragando nos momentos decisivos, o técnico Emerson Leão sobrevive porque o presidente Juvenal Juvêncio reluta em mudar a comissão técnica, já que, no final do ano passado, dissera várias vezes que o problema do time não era em quem escala.
O cartola, porém, no dia seguinte à queda na Copa do Brasil, definiu o rendimento da equipe neste semestre como "razoável", em sinal claro que está insatisfeito.
A atuação apática na derrota para a Lusa --terceira seguida como visitante--, anteontem, somado ao protesto dos torcedores em toda a partida coloram mais lenha na fogueira que frita Leão.
Ciente da pressão, o comandante usou os números para classificar o seu trabalho como acima da média.
"O meu trabalho esbarra em 70% de coisas positivas. Meu trabalho não é responder para ninguém [dirigente e torcida]", analisou Leão.
