Esse foi o grito mais escutado no estádio do Canindé na noite deste sábado. A torcida do São Paulo, indignada com a eliminação do time na Copa do Brasil para o Coritiba e com o péssimo futebol apresentado na derrota para a Portuguesa, condenou o treinador durante os 90 minutos da partida deste sábado.
Leão, porém, não mostrou a menor preocupação com a revolta dos tricolores e ainda partiu para o ataque, usando e abusando das ironias.

– O atleta profissional precisa saber enfrentar a pressão. Abater-se com a pequena torcida que estava aqui não pode. O que fizeram aqui foi premeditado, orquestrado. Eles não podem jogar com a gente e nós não podemos falar o que pensamos dele. A coisa veio pronta, parecia um livro ensaiado – disse o comandante são-paulino.
Quando questionado sobre o abatimento mostrado por alguns atletas, como Lucas, Cortez, Casemiro, Leão voltou a atacar a torcida que protestou neste sábado.
– Jogador que se abater com esse pequeno protesto que aconteceu, eu não entendo. Essas coisas são rotineiras e não podem incomodar. O momento não é bom e é só com trabalho que poderemos resolver – disse o treinador.
A diretoria do São Paulo deixou o estádio do Canindé sem conversar com os jornalistas. Nem o vice de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, e nem o diretor Adalberto Baptista, atenderam as ligações da reportagem do GLOBOESPORTE.com para que eles pudessem comentar as fortes declarações do treinador, que não está mais tão seguro no cargo como estava.