
Esquecendo as rusgas acontecidas quando ainda era dirigente do Timão, Andrés ressaltou a grandiosidade do clube tricolor, que irá ceder seu Centro de Treinamentos para preparação da Seleção em setembro, para disputa de jogos amistosos.
"Quero deixar claro que essa nossa visita não é uma vistoria, todos nós sabemos da grandiosidade do São Paulo. A Seleção ficaria aqui sem a gente precisar ver. Nossa visita foi só uma cortesia, e eu jamais deixaria de atender um convite", declarou Andrés Sanchez.

De acordo com anúncio feito por Marin, a Seleção enfrentará a África do Sul, no dia 7 de setembro, no estádio do Morumbi, casa tricolor. Quatro dias depois, a China será a rival, em local ainda a ser definido no Brasil.
A preparação para estes confrontos será iniciada no dia 2 de setembro, em Cotia, onde o elenco comandado por Mano Menezes fica até o confronto com os sul-africanos. Após isso, a Seleção retorna para Cotia, de onde sai apenas para o novo amistoso.
"Este é um dia inesquecível para mim, estamos reunindo aqui as grandes forças do futebol paulista e brasileiro. Atendendo a um pedido meu, meu diretor de seleções, parceiro e amigo, Andrés Sanchez, demonstrando sua liderança em nível nacional, veio visitar as instalações em Cotia, visando unicamente ao bem do futebol brasileiro", discursou Marin.

Embora tenha conversado em clima amistoso com o presidente Juvenal Juvêncio na manhã desta sexta, Andrés Sanchez já entrou em rota de colisão com o mandatário são-paulino. No final do ano passado, Juvenal disse que o problema do ex-presidente do Timão era ter "o Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização, projeto criado pelo governo brasileiro, na década de 1960, para alfabetização funcional de jovens e adultos) inconcluso", em referência à falta de estudo do rival.
Como resposta, Andrés havia dito que não era um ditador, fazendo alusão à reeleição de Juvenal, além de ter afirmado antes que o presidente tricolor era "cagueta" por supostamente ter divulgado vídeo de reunião do Clube dos 13 em que classificava a TV Globo e Ricardo Teixeira, à época presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), de gângsteres.
Durante sua passagem pelo Timão, o atual diretor de seleções havia dito que Lucas, então Marcelinho e atualmente a grande aposta do elenco do São Paulo, fora roubado pelo time do Morumbi, local que o Corinthians não atua como mandante desde de que Andrés Sanchez divergiu da diretoria tricolor.