Emerson Leão não entrou no esquema de poupar os principais jogadores no Brasileirão. Mesmo com a possibilidade de chegar à decisão da Copa do Brasil, ele tem escalado a maioria dos titulares sempre que possível. Ao contrário do expediente utilizado por Santos e Corinthians, até agora, de olho na Libertadores. “É como diz um funcionário do clube: em época de guerra, não se limpa arma”, diz o treinador.
Foi uma metáfora para Leão mostrar sintonia com o que acontece no elenco, usando a palavra “guerra”, habitual na boca dos atletas. Fernandinho e Casemiro a utilizaram para comentar a semifinal desta quarta-feira, que será disputada em Curitiba.
Quando fustigado, cita seus números para mostrar bom aproveitamento. Mesmo que o desempenho deixe a desejar. Mas, aí, Leão lança mão do argumento mais lógico para os que acompanham o futebol nacional atualmente: o São Paulo não está atuando bem, mas quem está?
“Ninguém no Brasil está jogando bonito. Infelizmente, estamos numa baixa”, conclui.
Cautela/ Que ninguém espere o Tricolor partindo para cima do rival. Mesmo com a regra mostrando que, se anotar um gol, os paulistas obrigam o adversário a marcar três vezes.

Leão espera por um confronto equilibrado, como foi no Morumbi. Ele se irrita quando é questionado sobre a superioridade do Coritiba na semana passada. Não gosta, especialmente, quando ouve que o São Paulo estava desorganizado dentro de campo. “Não é verdade. Estávamos organizados. Mas é fácil se esquecerem de que, do outro lado, está um adversário de qualidade que chegou às semifinais”, rebate.