Em uma segunda-feira de estrela, Paulo Miranda admitiu que não ficaram mágoas da punição. Pelo contrário, o afastamento serviu até para consolidar seu papel diante do grupo.
“Eu sempre tive na minha cabeça que tenho que continuar trabalhando, independentemente de diretoria ou do Leão. O que passou, passou. Deixa isso para lá, deixa isso para a diretoria”, garantiu o zagueiro, que ainda avaliou os abraços recebidos por quase todos os companheiros na comemoração do gol do último domingo:
“Isso é sinal de que todos os jogadores estão comigo e que o grupo está fechado. Vinha amadurecendo esse gol há bastante tempo. Foi bom, ainda mais porque foi contra o Santos. Isso me motiva para conseguir, cada vez mais, meu espaço no São Paulo.”
Dos 32 jogos do Tricolor na temporada, Paulo Miranda esteve em campo em 24. Apesar de jogar em 75% dos jogos, apareceu pouco para a torcida. Segundo o técnico Emerson Leão, o jeito tímido e discreto ‘prejudica’ o zagueiro, que deveria, segundo o treinador, ter mais ‘mídia e diálogo’. Ainda assim, o camisa 13 garante que não vai mudar seu jeito de ser.
“Isso não me incomoda em nada. Eu sou assim desde a época do Bahia. Nunca fui de aparecer muito, a não ser dentro do campo. Seja como for, fico feliz pelo reconhecimento que ele (Leão) tem por mim”, completou.
Por fim, o zagueiro admitiu que o desempenho da equipe diante do Santos foi abaixo da expectativa, mas garantiu que o resultado conquistado contra o arquirrival serve como parâmetro para os jogos decisivos diante do Coritiba.
“Quando terminou, a gente sabia que não tinha feito uma excelente partida. O Santos veio fechado, o campo estava molhado... foram fatores que nos prejudicaram um pouco. Mas na Copa do Brasil são dois jogos. Não importa jogar feio ou bonito. O importante é o resultado.”