Em boa fase, Casemiro tem até colega marcando por ele no meio-campo

Fonte Gazeta Esportiva
Casemiro vive uma temporada de ressurreição. Apontado como mascarado após ter sido campeão mundial sub-20 em agosto, o volante voltou a mostrar um futebol decisivo em 2012, principalmente com lançamentos precisos. Sua ajuda é tamanha na parte ofensiva que Denilson acata a ordem de ficar na cabeça de área e dar liberdade ao camisa 28.
“Como primeiro volante, dou mais liberdade para o Casemiro, que é mais ofensivo que eu e pode meter bolas para o Luis Fabiano, o Jadson, o Osvaldo ou o Fernandinho fazerem os gols. O Casemiro vive um bom volante e me deixando como primeiro volante facilita para a equipe porque ele fica mais livre”, disse Denilson.
Ser o principal marcador à frente da zaga é um posicionamento ao qual o jogador emprestado pelo Arsenal teve que se acostumar desde o ano passado. Nesta segunda passagem pelo São Paulo, atuou somente desta maneira. Em 2012, porém, tem sido cada vez mais raro vê-lo na frente.
Sem Wellington, que se machucou quando se destacava como principal arma na saída de bola e chegada ao ataque, Casemiro reencontrou seu espaço entre os titulares e chamou atenção de novo. Só na última semana, deu lançamento em dois gols nos 4 a 0 sobre o Independente de Tucuruí e marcou o gol que abriu a vitória por 3 a 2 sobre o Santos, no domingo – no San-São, contudo, errou na defesa e iniciou o segundo gol santista.

m fase de garçom e com direito a gol no San-São, Casemiro ganha liberdade com a marcação de Denilson

Ciente da fase do colega, Denilson se preocupa mais em ajustar o entrosamento do setor, mesmo que não suba tanto quanto em seu período no futebol inglês. “A sequência de jogos facilita e ajuda, nos deixa entender melhor onde o jogador está. Venho em uma sequência boa de jogos no São Paulo e a equipe vem me ajudando a ser o primeiro volante.”
A adaptação à função é tão grande que o camisa 15 fala como defensor, sentindo-se responsável também pelas críticas direcionadas à zaga. “Eu me incluo na defesa e procuro ajudar. Sempre conversamos para tomarmos o mínimo possível de gols para ajudarmos o pessoal lá da frente”, comentou.
Para ajudá-lo, os cartões rarearam e a impressão de atleta violento por conta das três expulsões no segundo semestre do ano passado ficou para trás. “É errando que você aprende. Tive muitas infelicidades com as expulsões, foi muito difícil aquele momento. Procurei melhorar e acabei pegando mais leve nos jogos. Não entro tão forte como normalmente para não tomar cartão nem ser expulso.
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