- O governo federal, não digo lamentavelmente porque já é uma opinião, não tem como interferir. Não tem. Porque a lei dá às entidades desportivas autonomia. Não temos a possibilidade de interferir e como isso é o que determina a lei, eu cumpro a lei - disse o ministro.
As tensões entre Ricardo Teixeira e a presidente Dilma Rousseff e seus colaboradores mais próximos são evidentes desde a posse de Dilma, em janeiro de 2011.
Com a saída de Lula do Palácio do Planalto, o dirigente não teve mais trânsito livre em Brasília, cenário bem diferente do que desfrutava no governo passado.

Há meses, Ricardo Teixeira tenta uma audiência privada com a presidente, mas nunca teve o pedido atendido, visto que Dilma optou por interlocutores da Fifa quando o assunto é Copa de 2014.
Enquanto isso, os organizadores dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, além de representantes do Comitê Olímpico Internacional (COI), foram recebidos na última quinta-feira para uma audiência no Palácio do Planalto.
No sorteio das Eliminatórias da Copa do Mundo, Dilma exigiu ao cerimonial que ela não ficasse ao lado do cartola durante a cerimônia. Pedido aceito, Joseph Blatter, presidente da Fifa, e Pelé, embaixador da Copa, ladearam Dilma. No mesmo evento, para a presidente negou uma reunião privada. Uma pessoa próxima à presidente disse ao LANCENET! que os organizadores da Copa "ainda não entenderam a presidente".
O isolamento ficou ainda mais evidente durante a enxurrada de denúncias que antecederam o pedido de licença de Teixeira na sexta-feira. Em momento algum o Planalto emitiu algum sinal de apoio à permanência do dirigente à frente da entidade.