Sem medo da reserva, Fernandinho e Willian arrancam elogios de Leão
Fonte Gazeta Esportiva
2 de Março de 2012
vipcomm
Teoricamente, os atacantes Fernandinho e Willian José não são titulares do São Paulo na temporada 2012. Lucas, que atua mais adiantado desde o começo do ano, e Luis Fabiano, que ainda se recupera de lesão, são os jogadores preferidos pela torcida do Tricolor e também pelo técnico Emerson Leão. Isso pelo menos até que provem o contrário.
Com oito gols marcados em oito oportunidades de substituir o ídolo, Willian se tornou artilheiro do São Paulo no Campeonato Paulista e promete fazer forte concorrência ao camisa 9. Já Fernandinho só marcou dois, mas surpreendeu nas últimas rodadas com um futebol consciente e eficiente, ao contrário do que desempenhava até então.
Leão conta com ambos para a longa temporada, principalmente em virtude das lesões e suspensões que acometem o elenco neste início de Paulistão.
Para o técnico, o sucesso dos dois nesse momento se deve à paciência que teve até lançá-los no time: “Willian e Fernandinho nós demos tempo, permitimos o erro. O Fernando é um velocista, mas bate no gol como poucos. O Willian nós estamos levantando a cabeça, porque ele ainda tem bastante o que aprender, andava com a cabeça baixa”.
Depois de Lucas abrir o placar diante do Guaratinguetá nesta quinta-feira, pela 11ª rodada do Paulista, Willian foi o responsável por dar um leve toque por cima do goleiro Jaílson e ampliar a vantagem, aos 13 do segundo tempo. Cinco minutos depois, foi a vez de Fernandinho disparar um chute forte, sem chances de defesa para o goleiro adversário, e fechando a conta no Morumbi.
“Na hora do lançamento do Casemiro eu olhei para o goleiro e achei que ele ia sair, que ia ter disputa, mas ele felizmente não saiu. Dei uma olhada e acertei um chute que tenho treinado bastante, da diagonal. O Leão vem incentivando esse tipo de treino para me ajudar a fazer gols”, disse Fernandinho, elogiando o comandante.
Enquanto Fernandinho aos poucos se torna o ‘Fernando’ que Leão deseja, Willian ainda carrega um lado ‘infantil’, de acordo com o técnico, que contou uma história engraçada a respeito de seu camisa 19: “Teve um dia em que eu perguntei onde morava.
Ele disse: ‘sou vizinho da Sabrina Sato’. Eu não perguntei isso, não queria saber disso, mas é um lado infantil dele. Essa inocência é como a de um garoto que não percebeu o que é o medo”.
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