Emerson Leão lamenta primeiro Choque-Rei sem Marcos e Rogério Ceni
Para treinador, monstros sagrados do futebol fazem falta, mas cabe aos substitutos tentarem se firmar
Fonte Justiça Desportiva
25 de Fevereiro de 2012
Pela primeira vez, depois de muitos anos, acontecerá o clássico entre Palmeiras e São Paulo sem os maiores ídolos em campo. Marcos, arqueiro alviverde, se aposentou recentemente após inúmeras lesões que o impediam de ter sequência em campo. Rogério Ceni, goleiro e capitão tricolor, está operado do ombro e só volta no segundo semestre, repensando até na aposentadoria no próximo ano. Com isso, Deola e Denis ganha mais uma responsabilidade, a de líderes.
Deola tem 28 anos. Começou no Palmeiras e foi integrado ao elenco profissional em 2008. Antes, passou por empréstimo no Guarani, Juventus, Barueri e Sertãozinho. O técnico Felipão não cansa de elogiar o arqueiro, desde quando Marcos ainda estava no time, mas ocupava mais o departamento médico do que a titularidade. Bruno faz sombra, mas Deola ainda tem uma boa vantagem pelas boas apresentações nos últimos anos.
Já Denis tem 24 anos e não é cria da casa. Começou aos 15 anos na Ponte Preta e chegou ao São Paulo com 21. Desde então, aguarda uma chance. E o arqueiro mostrou sorte logo ao chegar. Antes terceiro goleiro, Rogério se machucou, o suplente Bosco também e logo Denis se apresentou para o torcedor com uma boa apresentação. Depois, entrou pouquíssimas vezes. Agora, ocupará o lugar do capitão, até julho pelo menos. Leão já declarou que pediu a contratação de outro goleiro após a grave lesão de Rogério Ceni, mas a diretoria apostou em Denis.
"São os dois instrumentos de precisão, os goleiros são as seguranças. A experiência conta muito. Até se adaptarem como titulares, carregaram as lembranças dos experientes que os antecederam. Precisam adquirir essa maturidade, o sofrimento faz parte disso. Vejo como uma triste rotina. São monstros sagrados do futebol que estão deixando o cenário e estão buscando substitutos. Foi assim com todos os outros, foi assim comigo também", lembrou o técnico Leão, ex-goleiro.
Além de lamentar a ausência dos "monstros sagrados", Leão também lamentou a opção do vizinho Palmeiras em levar a partida deste domingo para a cidade de Presidente Prudente, no interior de São Paulo.
"Todo clássico levanta o astral. Palmeiras x São Paulo sempre foi o Clássico Rei, com o Morumbi com 130 mil pessoas, com os penetras, 140 mil. Hoje temos o dobro de habitantes e jogamos o clássico fora de São Paulo. Quantos torcedores vão ficar sem assistir esse clássico? Somos dependentes. É um absurdo o que estão fazendo com nosso futebol. Um ganhava, um perdia, lutavam em campo, mas depois sentavam juntos, um triste e outro feliz, e bebiam. Hoje, brigam nas estradas, nas cidades, morre gente. Lamentável", finalizou o comandante tricolor.

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