"Não temos nenhum prazer em trocar técnico, até porque isso dá uma despesa enorme. Mas o futebol exige mudanças. Quando você percebe que o treinador escala A ou B porque recebeu certa pressão de bastidor, está na hora de dispensá-lo", justificou, ressalvando que poupa o comandante desempregado de ataques. "Você não vai levar o profissional à execração pública. Só dispensa."
Quando mencionou "pressão de bastidor", Juvenal se referiu a Rivaldo. Paulo César Carpegiani sofreu muitas cobranças de torcedores e dirigentes por preterir o veterano meio-campista em suas escalações, enquanto Adilson Batista cedeu e passou a utilizá-lo em alguns jogos.
Fernando Dantas/Gazeta Press

Após contestar treinadores, Juvenal Juvêncio prefere centralizar suas críticas nos jogadores do São Paulo
Juvenal ainda destacou a facilidade que o São Paulo tem para demitir seus técnicos, em contraste com outros clubes. "Não fazemos os contratos com multas rescisórias. O São Paulo faz sem multa! Fiquem com raiva daqueles que gostam da multa. Quantos dirigentes queriam mandar embora seus técnicos, mas, para não pagar a multa, não fizeram isso? Essas coisas são desagradáveis", declarou.
De qualquer forma, Juvenal Juvêncio não quer mais tomar medidas drásticas contra técnicos. Seu alvo agora são os atletas. "Está na hora de mexer com os jogadores, e não com os treinadores. Os jogadores ganham muito dinheiro, salários absolutamente desproporcionais à economia do Brasil. Não é verdade? Quanto ganha um médico ou um cientista neste país? E os jogadores compram carros, são cobiçados pelas moçoilas... A gente paga, dá médicos de qualidade, alimentação balanceada, e eles vão a campo e a bola não entra", indignou-se, mas bem-humorado.