
"No último ano, bateu a vontade de voltar para o Brasil e eu até tinha conversado com os meus empresários. Tinha comentado o meu desejo de voltar, só que eles falaram que não era o momento e eu esperei. Este ano, falei para eles que queria voltar. E agora eles estão trabalhando para que dê certo no Brasil", disse Jadson.
O meia falou o motivo de querer retornar ao país. "Eu joguei pouco tempo no Brasil. Joguei um ano e meio no Atlético Paranaense e saí muito cedo. Então o meu desejo é voltar para o Brasil para mostrar o meu futebol e o meu valor. Muitas pessoas no Brasil não viram eu jogar. Então acho que, se eu jogar um Campeonato Brasileiro, vão conhecer mais o meu futebol."
Questionado se ele achava que teria mais chances de voltar à Seleção, caso atuasse no Brasil, Jadson respondeu: "Isso [convocação] é com o decorrer do trabalho. No Brasil, a concorrência é grande. Há muitos jogadores de qualidade, que têm condições de vestir a camisa da Seleção. Eu vou aí para mostrar o meu futebol. Se Deus quiser as coisas vão dar certo e quem sabe eu possa ter uma nova chance".
Sobre o possível interesse do São Paulo, meio-campista disse que não chegou uma proposta concreta. "Vi vários comentários de que o São Paulo estava de olho. Alguma transferência pode ocorrer. Mas, até agora, os meus empresários não falaram nada. E eu estou esperando para ver o que pode acontecer."
Ainda nesta entrevista, o jogador falou sobre a torcida para o Santos no Mundial, a eliminação do Shakhtar Donetsk na Liga dos Campeões e a conquista da Copa da Uefa em 2009. Confira:
Você declarou que o seu tempo na Ucrânia ‘já deu’. A sua prioridade é voltar para o Brasil ou continuar na Europa?
O meu pensamento agora é tentar trocar de lugar. Os meus empresários estão trabalhando para que eu vá para outro clube. Não descarto Europa ou outro lugar. Se vier uma proposta boa da Europa, estou aberto para conversar. Tenho também os meus pensamentos de voltar para o Brasil.
Desde quando você está com vontade de mudar? O fato do Shakhtar ter sido eliminado na Liga dos Campeões pesou na sua vontade?
Não pesou não. Aqui no Shakhtar, não tenho do que reclamar porque o clube tem uma estrutura muito boa e sempre me apoiou desde que eu cheguei aqui. Tem um estádio maravilhoso. Mas agora deu essa vontade de mudar. Porque, nos sete anos aqui na Ucrânia, eu consegui títulos nacionais e um título internacional. Então estou pensando em novos objetivos e desafios.
Você já conversou com o Shakhtar sobre isso? Acha que eles vão ter alguma resistência em te liberar?
Acho que não. Eu estou com esse pensamento positivo de que as coisas vão dar certo. Já tive uma conversa com o treinador e ele disse que está aberto para ouvir as ofertas e conversar quando tiver uma proposta. Então estou esperando os meus empresários e, quando tiverem alguma coisa, eles virão para cá para conversar e quem sabe eu possa mudar de clube.
Então você já quer mudar de clube nesta janela de transferência?
O meu pensamento é este: já em janeiro trocar de clube.
Alguma proposta real chegou até você ou seus empresários?
Eles estão trabalhando e já deram algumas notícias boas. Estou esperando eles concretizarem e chegarem com a proposta. Têm vários clubes com que eles estão conversando, então eu estou esperando. Espero que dê certo.
Algum clube brasileiro?
Tem clube brasileiro. Não posso dizer o nome porque pediram para que eu não falasse nada por enquanto.
O que vai pesar na sua decisão. No Brasil, vai pesar se o time vai disputar a Libertadores?
Não, não vai pesar em nada. A minha vontade é ajudar a equipe que eu for. Se tiver disputando a Libertadores, vou ajudar. Se não tiver disputando, vou tentar ajudar para quem sabe conseguir uma vaga na Libertadores. O meu pensamento é mostrar o meu futebol e ajudar a equipe que eu vou defender.
Especula-se que o São Paulo tem interesse na sua contratação. O que você pode falar sobre isso?
Vi vários comentários de que o São Paulo estava de olho. Alguma transferência pode ocorrer. Mas, até agora, os meus empresários não falaram nada. E eu estou esperando para ver o que pode acontecer.
Você sente falta de jogar no Brasil?
No último ano, bateu a vontade de voltar para o Brasil e eu já até tinha conversado com os meus empresários. Tinha comentado o meu desejo de voltar, só que eles falaram que não era o momento e eu esperei. Este ano, falei para eles que queria voltar. E agora eles estão trabalhando para que dê certo no Brasil.
E por que essa vontade de voltar?
Por causa do futebol. Eu joguei pouco tempo no Brasil. Joguei um ano e meio no Atlético Paranaense e saí muito cedo. Então o meu desejo é voltar para o Brasil para mostrar o meu futebol e o meu valor. Muitas pessoas no Brasil não viram eu jogar. Então acho que, se eu jogar um Campeonato Brasileiro, vão conhecer mais o meu futebol.
Você sente falta desse reconhecimento das pessoas aqui no Brasil?
Eu estou tranquilo em relação a este negócio de reconhecimento. Mas jogando na Ucrânia, você não é muito reconhecido. Quando você joga um campeonato europeu, como uma Liga dos Campeões e uma Liga Europa, as pessoas podem assistir seu jogo. Mas o Campeonato Ucraniano é difícil de acompanhar porque não passa aí. Por isso as pessoas não conhecem o meu futebol. E o Campeonato Brasileiro todo mundo aí acompanha. Então eu acho que, jogando aí e mostrando o meu valor, as pessoas vão me conhecer melhor.
Você acha que, retornando ao futebol brasileiro, teria mais chance de voltar à Seleção?
O meu pensamento agora é voltar para o Brasil e ajudar o clube. Isso [convocação] é com o decorrer do trabalho. No Brasil, a concorrência é grande. Há muitos jogadores de qualidade, que têm condições de vestir a camisa da Seleção. Eu vou aí para mostrar o meu futebol. Se Deus quiser as coisas vão dar certo e quem sabe eu possa ter uma nova chance.
Depois da Copa América, você não foi mais convocado. Você sabe por quê?
Estou tranquilo em relação a isso. O Mano está fazendo novos testes. É uma opção dele e eu respeito. Então vou continuar trabalhando para que, no futuro, eu possa ser convocado novamente.
Do tempo que você ficou na Ucrânia, qual foi o momento mais marcante?
Neste tempo que eu passei aqui, o que me marcou mais foi a conquista da Copa da Uefa, em 2009, quando a equipe conseguiu ser campeã sendo que ninguém acreditava em nós e eu consegui fazer o gol do título. Então esse jogo vai ficar marcado na minha vida.
A conquista da Copa da Uefa foi o momento mais marcante da sua carreira?
Na minha carreira, foi eu ter sido convocado para a Seleção.
Você saiu muito cedo do Brasil e logo foi para a Ucrânia. Teve alguma dificuldade em se adaptar ao país?
Quando eu cheguei, os dois primeiros anos foram um pouco difíceis para mim por conta do frio. Mas, depois do segundo ano, eu já estava bem adaptado.
Em relação ao futebol? Sentiu alguma dificuldade em se adaptar ao futebol ucraniano?
O futebol ucraniano é um jogo mais tático, mais força. O brasileiro é mais técnico e aberto. No primeiro ano, foi um pouco complicado. Mas depois eu fui me adaptando ao futebol daqui, e com a ajuda do técnico, não tive muitos problemas.
A Ucrânia vai sediar a próxima Eurocopa. Como estão os preparativos?
Pelo menos aqui na cidade [Donetsk], que vai ser uma das sedes, o pessoal está reformando tudo. Estão fazendo novos hotéis, arrumando as ruas. Então eu acho que estão se preparando bem e vai ser uma grande Eurocopa aqui.
Você tem acompanhando o futebol brasileiro? Viu que o Atlético Paranaense caiu?
Eu fico triste porque é um clube que me revelou e eu tenho muito carinho enorme pelo Atlético. Ver eles na segunda divisão é complicado. Mas eu estou na torcida para que eles possam retornar à primeira divisão o mais rápido possível.
Tinha algum clube na infância que você torcia?
Quando eu era criança, por causa do meu pai que era santista, comecei a gostar e a torcer para a equipe do Santos. Mas só por isso mesmo. Gosto do clube por causa do meu pai.
Você vai acompanhar o Mundial? Vai torcer para o Santos?
Vou acompanhar sim. A equipe do Santos está representando o Brasil, então a torcida é para que eles possam se dar bem lá, chegar à final e conquistar o título. Seria um título para o Brasil, não só para o Santos. Estou na torcida.
Em relação à Liga dos Campeões deste ano, o que aconteceu? Porque Shakhtar e Porto eram os favoritos para avançaram às oitavas de final.
No ano passado, a nossa equipe conseguiu fazer uma grande Liga dos Campeões e chegou às quartas de final, pela primeira vez. Este ano, com o sorteio, todo mundo estava com a esperança de que a gente iria passar novamente. Acho que, depois do primeiro jogo com o Porto [derrota por 2 a 1 para os portugueses], as coisas não fluíram muito bem na nossa equipe. Faltou um pouco de sorte. Porque a nossa equipe tem qualidade. Mas, infelizmente, as coisas não deram muito certo.
Qual foi o adversário mais difícil? O APOEL, do brasileiro Aílton? O Porto, do Hulk? Ou o Zenit?
Todas as equipes eram complicadas e eram boas. Mas, na minha opinião, o Zenit é uma boa equipe. As pessoas falavam que não era uma boa equipe, mas, quando a gente foi jogar, vimos que era bem montada e deu bastante trabalho para nós.