Porém, por enquanto não há nada de concreto, a não ser a contratação do zagueiro Paulo Miranda, que estava no Bahia, que convenhamos não é um nome de peso.
Agora o nome da vez é Nilmar, que poderia vir por empréstimo para jogar uma temporada no tricolor.
Pessoalmente gosto da ideia, afinal Nilmar é um jogador acima da média e poderia formar uma excelente dupla de ataque com Luis Fabiano, com a vantagem de jogar bem tanto centralizado, como caindo pelos lados do campo.
De qualquer forma, o principal problema ainda está longe de ser resolvido: a falta de um meia armador, daqueles que fazem o time jogar.

Montillo é um sonho que não será realizado e aí os nomes à disposição não são certeza de resultados futuros.
Jadson pode ser esse jogador? A resposta é talvez, nada além disso.
Estamos numa encruzilhada, até porque fomos incompetentes para segurar o único meia que formamos nos últimos anos: Oscar.
Entre os meias que jogaram o Brasileirão, não vejo ninguém além de Montillo para resolver o nosso problema.
Há muitos anos sentimos falta de um verdadeiro camisa 10. O último a jogar assim no tricolor foi Danilo, que não era efetivamente um meia armador, mas como tínhamos dois volante com muita chegada (Mineiro e Josué) e dois laterais extremamente ofensivos (Júnior e Cicinho), conseguíamos agredir os adversários.
O momento é de formarmos uma nova equipe, mas se a diretoria tricolor não demonstrar arrojo ficaremos patinando nos problemas de sempre.
Ou vamos para cima, de forma agressiva, aliás como sempre foi na nossa história, ou ficamos nessa de só contratarmos jogadores em final de contrato.
Trouxemos Leônidas da Silva e Zizinho, nas transações mais caras das décadas de 40 e 50.
Nos anos 70 trouxemos Toninho Guerreiro, Gérson e Pedro Rocha, jogadores caríssimos para a época.
Nos anos 80 montamos um esquadrão, contratando Oscar, Marinho Chagas, Aílton Lira, Mário Sérgio, Renato, Falcão, depois Careca e mais adiante Raí.
Precisamos ter atitude, exatamente como tivemos no caso de Luis Fabiano, que voltou ao tricolor e mesmo fora das condições ideais já marcou 7 gols em 13 jogos.
Não podemos esquecer o que sempre fez o sucesso do São Paulo: jogadores formados no Morumbi mesclados com grandes jogadores do futebol brasileiro.
O time montado em 2005 não é a regra e sim a exceção e Juvenal Juvêncio precisa entender isso.