Onde está 'el Brasileirón'? Gringos deixam de ser protagonistas em 2011

Estrangeiros têm queda de rendimento em relação às duas edições anteriores. Entre as decepções, estão Valdivia, Martinuccio e Victorino

Fonte Globo Esporte
Conca levou o prêmio Craque Brasileirão em 2010
(Foto: André Durão / Globoesporte.com)
O Campeonato Brasileiro, que terminou no domingo com o Corinthians como campeão, perdeu um pouco do seu sotaque gringo. Em 2009 e 2010, os times que levantaram a taça tinham estrangeiros como destaque (o flamenguista Petkovic e o tricolor Conca), e o Prêmio Craque Brasileirão teve uma invasão de jogadores de fora do Brasil. Neste ano, o cenário mudou. O Timão só contou com o peruano Luis Ramírez na reserva, e a premiação da CBF teve apenas o cruzeirense Montillo e o botafoguense Loco Abreu como indicados - e nenhum deles venceu.
Entre a lista de decepções, estão o atacante Martinuccio (Fluminense), uma das sensações da última Libertadores, pelo Peñarol; o zagueiro Victorino, da seleção uruguaia; e o atacante Miralles, artilheiro no Colo Colo. Somente três estrangeiros tiveram no Brasileirão uma média acima de 6,0 no Troféu Armando Nogueira: o colorado D'Alessandro e os dois indicados à premiação da CBF.
O Atlético-PR foi um dos que não tiveram o retorno gringo esperado. Já tinha o equatoriano Guerrón e contratou o uruguaio Morro García - goleador do campeonato local - e o argentino Nieto. Nenhum deles foi bem na fraca campanha do time, rebaixado para a Segundona. O presidente Marcos Malucelli não acha que a aposta tenha sido errada.
- Ainda dá para apostar em estrangeiros da América do Sul, mas é preciso paciência para que se ambientem. O próprio Conca só foi estourar no Fluminense. Jogou no Vasco, foi bem, mas sem um maior brilho. O Valencia, que hoje está no Fluminense, demorou uns quatro meses para estrear aqui no Atlético. O Ferreira (outro colombiano de sucesso no Furacão) demorou seis. O Morro García não foi bem, mas terminou como artilheiro no Uruguai em duas temporadas seguidas. O Nieto, embora não tenha feito os gols que esperávamos, ganhou algumas partidas para nós. Aqui na América do Sul compramos mais jovens, e é mais barato do que trazer brasileiros retornando da Europa. A maioria volta com mais de 30 anos e sem motivação - alfinetou.

Também com três estrangeiros no elenco, o Fluminense teve melhor desempenho no Brasileiro e avançou à próxima Libertadores. Além de Valencia, contratou a promessa argentina Lanzini (River Plate), que alternou bons e maus jogos, e Martinuccio, que decepcionou. O vice de futebol Sandro Lima toca no mesmo ponto levantado por Malucelli: o da adaptação.
- O mercado brasileiro está muito forte em relação a outros times da América do Sul. O que pesa é a questão da adaptação. O Lanzini, um garoto de 18 anos, chegou e não sentiu a pressão, nos ajudando para caramba no Brasileiro. O Martinuccio veio de uma Libertadores muito boa, mas chegou com sua esposa grávida. Vários fatores influenciam na adaptação. Se o Cruzeiro tivesse sido campeão no ano passado, acredito que o Montillo seria o craque. Se a oportunidade for boa, vale a pena, sim - destacou.
Montillo é um caso de estrangeiro que não demorou a se adaptar. No mesmo ano em que chegou ao Cruzeiro, foi um dos destaques do Brasileirão, sendo eleito o melhor meia direita no Prêmio Craque Brasileirão. E outros estrangeiros, já adaptados, tiveram em 2011 queda de rendimento. O colorado Guiñazu, o botafoguense Herrera, o flamenguista Maldonado e o palmeirense Valdivia - talvez o mais valorizado entre os quatro - são alguns exemplos. Com exceção do argentino do Botafogo, todos já foram indicados para a seleção do campeonato. O chileno do Palmeiras, aliás, já concorreu até a craque da competição e da galera.
Se dirigentes brasileiros mostram-se receptivos à entrada de mais estrangeiros no Brasil, o empresário argentino Hugo de Benedetti - responsável pela transferência de Conca para o Vasco, em 2006 - garante que a recíproca é verdadeira:
- Pelo lado dos jogadores, posso dizer que é muito bom. Para os argentinos, por exemplo, é muito bom, principalmente na questão da formação. O argentino costuma jogar só uma vez por semana em seu país. No Brasil, em 14 dias, joga-se quase quatro vezes, e isso é muito bom na formação do jogador. É também interessante do ponto de vista econômico, pois o Brasil paga salários que muitos times da Europa não têm condições.
Confira os estrangeiros indicados a cada Prêmio Craque Brasileirão:
Em negrito, estão os jogadores que venceram em suas categorias.
2005: Gamarra (Palmeiras), Lugano (São Paulo), Petkovic (Fluminense) e Tevez (Corinthians)
2006: Maldonado (Santos)
2007: Acosta (Náutico), Maldonado (Santos), Valdivia (Palmeiras); Acosta e Valdivia ainda concorreram a Craque do Brasileirão, e o palmeirense, também a Craque da Galera
2008: Guiñazu (Internacional)
2009: Armero (Palmeiras), Conca (Fluminense), Guiñazu (Inter), Maldonado (Flamengo), Petkovic (Flamengo); Conca e Petkovic ainda concorreram a Craque da Galera
2010: Conca (Fluminense), D'Alessandro (Inter), Loco Abreu (Botafogo), Montillo (Cruzeiro); Conca ainda concorreu a Craque da Galera
2011: Loco Abreu (Botafogo) e Montillo (Cruzeiro)
Prêmio Craque Brasileirão
Indicações Premiações
2005
4 4
2006
1 0
2007
4 2
2008
1 0
2009
7 3
2010
5 3
2011
2 0
OBS: não foram consideradas indicações para craque do campeonato, extintas após 2008.
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