
“É um assunto extremamente chato, lamentável, mas uma situação de completa inocência. É uma coisa difícil de explicar, a medicação é proibida por todas as vias, menos pela via tópica-oftalmológica (ou seja, via colírio, que foi a forma utilizada por Xandão)”, explicou o médico José Sanchez, em entrevista à Rádio Estadão ESPN.
“No manual (de antidopagem) nem dizem que há a necessidade de comunicação prévia, apenas o que é orientado é que se use a medicação e se coloque no relatório. Foi tudo feito dentro da regra e aconteceu isso. É lamentável, é uma coisa, claro, que mancha a carreira do atleta, o que é uma pena. E a instituição também, que sempre foi conhecida por valorizar a situação de antidopagem. O clube incentiva muito o controle e se vê envolvido em uma situação dessa, no meu modo de ver uma situação injusta”, lamentou.
Ainda de acordo com José Sanchez, o medicamento “absolutamente não traz nenhum ganho técnico”, e o São Paulo tem agora cinco dias úteis a partir desta terça-feira para enviar a defesa do caso.