"Parei para pôr gasolina no carro e o cara da bomba me disse que precisávamos acertar a defesa. Semana passada ele queria que eu acertasse o ataque", contou o técnico, que vai mudar o foco de seus treinos antes do confronto de sábado, contra o Avaí, no Morumbi.

"Nos dois dias em que fiz trabalho ofensivo, meu auxiliar (Fernando Leão) trabalhou com os defensores. Tem hora que nós vamos trocar e essa é a semana da troca. É viável fazer treinos voltados à defesa, perfeitamente aceitável. Temos a necessidade de corrigir e a solução é repetição", explicou Leão, que volta a trabalhar os aspectos táticos e técnicos da equipe na tarde desta terça. Pela manhã, na reapresentação, houve apenas atividades físicas.
Antes de irem a campo, os jogadores tiveram longa reunião com o técnico nas dependências do CCT da Barra Funda. Na conversa, foram cobrados pelos equívocos cometidos no doído revés de Salvador e ficaram sabendo que já há novo encontro marcado: nesta quarta, o comandante vai exibir o vídeo da derrota e apontar os lances que o incomodaram.
"Todo mundo reclamava e a equipe conseguiu os gols. Fez três e teve a oportunidade de fazer o quarto. Mas não é admissível tomar três gols em cruzamentos. Se analisar esses lances, sempre houve uma irregularidade. No segundo gol, o rapaz tocou sem querer no nosso beque (Rhodolfo), que estava à frente dele e caiu. No terceiro, o Cícero estava fora do campo. E o último gol foi contra (de Luiz Eduardo), não tinha perigo nenhum", enumerou Leão.
O técnico não confirmou se fará mudanças no time, mas já sabe que não poderá contar com o lateral direito Piris, convocado pela seleção do Paraguai. Henrique Miranda, Rodrigo Caio, Cañete, Bruno Uvini e Casemiro seguem sob cuidados do departamento médico e estão descartados. Já Rogério Ceni, que se recupera um incômodo no tornozelo esquerdo, deve voltar.