Tudo se encaminhava para uma noite feliz em Pituaçu. Com 3 a 1 no placar no meio do segundo tempo, o São Paulo era organizado em campo e cumpria as ordens dadas por Emerson Leão durante os treinos da semana no CT da Barra Funda. O gol, que não vinha há quatro jogos, saiu em dose tripla. Os arremates, cobrados pelo treinador, surtiam efeito. A pressão na saída de bola, também. Lucas e Dagoberto roubavam bolas e dificultavam a saída de jogo do Bahia. Tudo no seu lugar, cada jogador preechendo seu espaço. Parecia que, enfim, a vitória viria. Parecia…
Foi aos 23 minutos, quando os donos da casa fizeram o segundo gol, com Lulinha, que a casa começou a cair para o São Paulo. O time mais uma vez sofreu um apagão surpreendente e largou mão do jogo. Recuado, assistiu a mais dois gols do adversário, que resultaram na virada. A defesa, que ia se virando até então, desmoronou. Não cortou mais nenhuma bola. Nem por cima nem por baixo. O time tomou gols de todos os tipos. Quando resolveu acordar, já não dava mais tempo.
Nem as noites inspiradas de Lucas e Wellington, que marcaram um golaço cada, adiantaram para acabar com a seca de vitórias de oito jogos no Brasileirão. Leão tem muito mais para trabalhar. Mas falta de atenção, o que mais a equipe mostrou, não se aprende no treino. O martírio continua…
Dá para treinar os apagões?
Fonte Lancenet
5 de Novembro de 2011
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