“Vocês querem ter férias com sorriso ou melancolia?”
Com a obviedade da resposta dos jogadores, Emerson Leão, sabedor de que somente isso não será possível para fazer o time encerrar um jejum que já dura sete jogos no Campeonato Brasileiro - foram cinco empates e duas derrotas no período -, resolveu arregaçar as mangas e, assim, no último treinamento, promoveu mudanças forçadas pelos desfalques e também pela má fase.

“Quando você não gosta do que viu, a obrigação é tentar melhorar. Não gostei do que aconteceu em Assunção (eliminação na Sul-Americana) e nem os torcedores”, enfatiza.
“Dei um alerta aos atletas, disse que ainda éramos felizardos porque tínhamos a chance de brigar por objetivos maiores (uma vaga na Libertadores). Nós que definiremos o nosso futuro: se teremos férias com sorriso ou melancolia. Os atletas precisam ter responsabilidade dentro e fora do campo. Não posso tratá-los com bebês ou ser babá deles”, avisa o técnico são-paulino que, sob sol forte, durante mais de duas horas, comandou um coletivo no CT da Barra Funda e até trocou o esquema do time para o pouco comum 3-6-1.
O comandante escalou a defesa com Denis, João Filipe, Rhodolfo e Xandão; o meio de campo formado por Iván Piris, Wellington, Carlinhos Paraíba, Marlos, Lucas e Juan; e, por fim, somente Willian José no comando de ataque.
Durante parte do coletivo, Marlos deu lugar a Rivaldo e, assim, esta é a única dúvida de Leão para a formação que tentará tirar o São Paulo da má fase no Rio de Janeiro e, mais do que isso, dará um panorama para a torcida sobre as próximas férias. Serão elas de sorrisos ou de melancolia? Depende exclusivamente dos jogadores.