Fora da Copa Sul-Americana, o São Paulo aposta todas as fichas no Campeonato Brasileiro, onde não vence há sete rodadas e ocupa o sexto lugar. E ser campeão tem se tornado cada vez mais um sonho distante, uma vez que o líder Vasco tem oito pontos a mais e restam apenas sete rodadas. Então, a meta é a vaga na Libertadores, que para alguns também é difícil. Leão aposta na mudança de postura por um final de ano melhor.

A opinião divide o elenco. Enquanto Marlos aposta na virada do time nas últimas sete partidas, deixando "fácil" a conquista da vaga pela competição continental, Luis Fabiano mostrou pessimismo. Segundo o atacante, pelo o que o time tem demonstrado em campo, dificilmente figurará entre os cinco primeiros da tabela do Brasileirão ao final das 38 rodadas.
"Se continuarmos jogando desse jeito, não vamos a lugar algum. Não vencemos há vários jogos e precisamos melhorar muito", criticou Luís Fabiano, bastante duro em relação à fase da equipe. "Conseguir a vaga na Libertadores já seria uma grande conquista porque há no futebol brasileiro várias equipes melhores do que nós", lamentou.
Questionado se seguia mais os pensamentos de Marlos ou de Luis Fabiano, Leão, que em São Januário estará à frente da equipe pela primeira vez no Campeonato Brasileiro, em jogo no domingo, dia 30 de outubro, às 16h, contra o Vasco, espera ter férias felizes e quem sabe até prorrogar seu contrato com o clube do Morumbi, que vai até o final do Nacional, com chance de prorrogação após conversas com a diretoria em dezembro.
"Se não mudarmos a postura, jamais chegaremos. O Marlos disse que está fácil se confiarmos em nós. E cobrar do Fabiano que não passemos esta vergonha. É a realidade. Não vamos contrariar, mas incentivar", comentou.
Buscando a mudança de postura, Leão mudará o esquema de jogo, tendo três zagueiros e William José no ataque, por não poder contar com Luis Fabiano e Dagoberto, o primeiro por lesão e o segundo suspensão.
"Quando não gosta do que viu, a obrigação é melhorar. Não gostei e os torcedores também. Tivemos um diálogo aberto e franco. Disse que poderia abrir o treino. Dei um alerta e disse que éramos felizardos por ainda ter sete partidas. Definimos o futuro. Passar férias com sorriso ou melancolia. Estou dando responsabilidade dentro e fora de campo. Não podemos tratá-los como bebês ou sermos babás, mas tratá-los como profissionais", contou o comandante, explicando o tom da conversa nos treinamentos que antecedem a partida.
