Terceiro da delegação a aparecer no saguão do aeroporto, atrás apenas do médico José Sanchez e de Rogério Ceni, o técnico se posicionou entre os jornalistas e câmeras presentes pedindo para que todos esperassem o aval da assessoria de imprensa do clube para ele dar entrevistas. Acabou ganhando tempo para conversar com torcedores.

Se antes de ficar cercado já ouviu o grito "Escala o Rivaldo", ao ficar parado o treinador foi abordado por um rapaz de camisa verde com a inscrição "Mata Leão" e chapéu tricolor que, após ter seu pedido por foto e autografo atendido, falou ao ex-goleiro "Coloca o Rivaldo que eu garanto que vamos vencer".
Permanentemente de óculos escuros, Leão abriu um largo sorriso. "Você garante? Quanto por mês?". Sem graça, o torcedor perguntou se o técnico preferia receber em "dólar ou euro". "Depende como você está acostumado a trabalhar. Pode custar caro...", continuou brincando o técnico, que na sequência ouviu do são-paulino que era de Santa Barbara D''Oeste (SP) e só balançou a cabeça. Mais tarde, se despediu dele com um "tchau, gordinho".
Além do diálogo, Leão ainda sinalizou positivamente com a cabeça ao ser abordado por um fã com a camisa do São Paulo que lhe disse "É domingo, hein", já falando da partida contra o Vasco, em São Januário, decisiva na briga da equipe por uma vaga na Libertadores através do Brasileiro.

Sobre o time, o técnico não pôde falar. Ficou 15 minutos à disposição para bater papo com os jornalistas alegando esperar o aval do assessor de imprensa, que demorava a aparecer. Ao ver o coordenador técnico Milton Cruz, Leão o chamou e lhe pediu para telefonar para o assessor.
Falou com ele por celular e passou o aparelho a um dos profissionais de imprensa para ficar provado que, por ordem do assessor, só dará entrevistas nesta sexta-feira, após o treino de manhã no CCT da Barra Funda - tradicionalmente, treinadores não se manifestam publicamente em desembarques.
"Vocês viram que tentei", despediu-se Leão, mais uma vez sorrindo, mesmo após a eliminação, e mostrando seu peculiar estilo, considerado por Juvenal Juvêncio necessário para salvar o São Paulo.