"Temos que saber que há hora de mudar o ritmo e deixar de ser jovem. Na última vez em que estive aqui, usei a palavra 'cascudo'. Preciso elevar moral do time e dizer a eles que futebol não é só técnica", falou Leão, que chegou a usar a raça do adversário paraguaio como exemplo.
Marcado pelo trabalho com atletas de menos idade ao levar o Santos de Diego e Robinho ao título brasileiro de 2002, o treinador comandou aquela mesma equipe até a final da Libertadores do ano seguinte. Por isso, não aceita a pressão sofrida nessa quarta-feira no acanhado estádio Nicolás Leoz como explicação para o fracasso na Sul-americana.
AFP

Esperança aos 19 anos, Lucas voltou a render menos do que pode no Paraguai: técnico exige força interna
"Eles já jogaram muitas partidas importantes no Brasil para se assustar com um adversário dessa categoria, que, jogando em casa, atuou como pequeno, com velocidade na frente. Por jogarem no São Paulo, não posso classificar que sentiram a responsabilidade", avaliou.
O desafio que o técnico se impõe é tornar o jogo dos garotos mais coletivo. "Não tem muito o que esconder. Estamos sabedores da realidade do São Paulo que está presente a todo momento. A qualidade dos jovens é muito boa, mas não é toda hora que aparece. Ocorre muito em lances isolados. Precisamos ter um corpo maior de força do que habilidade."
Tudo isso será realmente experimentado no domingo. Só resta o Brasileiro ao Tricolor para chegar à Libertadores, e o rival no fim de semana é o líder Vasco, em São Januário, com Dagoberto, Luis Fabiano, Casemiro e muito provavelmente Rogério Ceni como desfalques. Os jovens terão que resolver.
"O jogo de domingo vai ser um teste importantíssimo. Da maneira como temos que escalar, será uma equipe completamente diferente principalmente no aspecto psicológico porque serão mais garotos ainda. Mas todos com capacidade de jogadores de Seleção. Ser jovem com a capacidade que têm é excelente", afirmou Leão.
A ordem é parar de inventar e começar a ganhar. "Precisamos reagir a curto espaço. Está na hora de a força interna aparecer. Costumo dizer que gosto de treinar times que, na hora em que é necessário ser simples, tornam-se simples", apontou o treinador.