"Futebol não é só técnica. Antes de mais nada, é uma raça coletiva muito grande, e vimos isso em um adversário de técnica média hoje [quarta-feira]", enalteceu o treinador, que viu logo no início da partida, quando seu time levou gol aos nove minutos, em pênalti cometido por Luis Fabiano, a carência de espírito do Tricolor.
"Começamos o jogo de maneira apática, não temos o que esconder. Os 15 primeiros minutos foram desagradáveis. Após o gol, tomamos pé da situação, dominamos a partida. Poderíamos ter empatado, o que significaria um gol vantajoso. Infelizmente, não conseguimos", lamentou, lembrando que o árbitro Wilmar Roldán contribuiu para a eliminação no lance do decisivo gol.

"Para completar a sessão de erros, houve o auxílio do árbitro. No segundo gol, [Ariel Núñez] estava impedido. O que vamos fazer? Temos que entender a necessidade do adversário também", declarou, em clara insinuação de que o colombiano cedeu à pressão da torcida anfitrião. O comandante ainda terminou o jogo separando seus comandados do juiz, acusado de chamar Juan de "macaco".
Além da presença física na tentativa de conter a revolta são-paulina, Leão tentou trabalhar também taticamente. E crê que foi prejudicado pela falta de opções e condições físicas. No intervalo, por exemplo, teve que sacar Luis Fabiano, por dores musculares, e manteve Rogério Ceni, substituído no fim do segundo tempo por lesão no tornozelo esquerdo.
"Por circunstância, tivemos que trocar o [Luis] Fabiano por lesão, colocamos o Fernando [Fernandinho] e não tivemos referência ofensiva, mas uma movimentação de atletas jovens. O Fernando entrou para arrancar pela esquerda e recebeu poucas bolas, tanto que o goleiro deles não fez absolutamente nada. E o Marlos caiu de rendimento, por isso foi substituído", contou Leão, que trocou Marlos por Cícero.
"Como o Rogério quase não volta para o segundo tempo, tive que conservar a troca do goleiro e fiquei só com uma. Tentei aumentar um pouco a estatura um pouco porque sabia que as bolas paradas começariam a ser levantadas. O Cícero entrou para isso e distribuir as bolas para o Fernando e o Lucas em velocidade, o que não aconteceu", continuou.
Diante dos que estavam em campo, o técnico teve que raciocinar bastante para não prejudicar Dagoberto, sua principal e mais eficiente arma ofensiva no estádio Nicolás Leoz. "O Dagoberto, dentro de seu padrão técnico, tentou, mas não é centroavante fixo. Ficou mais preso e, como perdemos a dinâmica ofensiva, liberamos a sua movimentação", falou, conformado.