A reportagem ouviu fontes ligadas aos santistas para confirmar a história. A informação é de que a falta das taças só foi sentida quando o Alvinegro Praiano preparava a inauguração do Memorial das Conquistas, espaço destinado à exposição dos troféus ganhos pelo Santos durante toda a sua trajetória, em 2003.
Com o sumiço das taças que representavam os títulos mundiais de 1962 e 1963, a diretoria santista resolveu recorrer, na época, a uma ajuda do rival São Paulo.
Mediante um seguro, os alvinegros convenceram o Tricolor a ceder um dos seus troféus para a confecção das réplicas. O Peixe desembolsou R$ 10 mil por cada taça.
"Pedimos a do São Paulo como referência. Contratei uma empresa especializada em transporte de valores. Foi um grande esquema de segurança. Já imaginou a repercussão se some a taça do São Paulo", revelou Marcelo Teixeira, presidente santista na época da inauguração do Memorial das Conquistas.

O ex-presidente contou ao jornal ainda que o clube tentou a todo custo encontrar o paradeiro desses troféus, porém, a busca não obteve resultado. Teixeira destacou que não acredita que o troféu tenha sido roubado.
O atual presidente do Santos, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, disse que não sabia dessa história e garantiu que irá tentar encontrar as taças que sumiram do clube, apesar de não se saber ao certo a data do desaparecimento desses troféus.