Os jogadores começarão a sentir a diferença nas refeições. No Santos, ele proibiu que a TV próxima da sala de almoço e jantar ficasse ligada. Acredita que prestar atenção nos programas impede os jogadores de conversarem. Isso enfraquece o relacionamento entre eles. “Você conhece algum restaurante bom que tenha televisão?”, costuma indagar o treinador a quem questiona sua tese contra televiores no refeitório.
Sinuca na concentração nem pensar. Leão gerou polêmica no Santos ao vetar no hotel do CT o esporte considerado boêmio.

Em alguns momentos da carreira, ele também adotou outro procedimento impopular. Quando alguém chegava atrasado, o treino matinal do dia seguinte era antecipado em 30 minutos. Uma forma de fazer o grupo inteiro pegar no pé dos indisciplinados. Sob seu comando, o Santos chegou a ralar antes das 8h, madrugada para os padrões do futebol.
Colocada na balança só a parte disciplinar, a decisão de trazer Leão foi coerente por parte da diretoria. Os cartolas achavam que Adilson Batista passava a mão na cabeça dos jogadores. Então, nada mais natural do que soltar uma fera no CT.
Se vai dar certo é impossível dizer. A certeza, porém, é que a diretoria deixou o grupo exposto e com fama de indiscplinado pela maneira como conduziu a troca de comando.