Leão é um técnico disciplinador, linha-dura, centralizador e “mandão”. É também trabalhador e pontual com os horários.
Em alguns momentos, Leão confunde disciplina com autoridade e perde a mão das situações. Certa vez, ele proibiu o presidente do São Paulo, Marcelo Portugal Gouveia, de entrar no CT da Barra Funda. À época, Portugal ficou furioso mas depois contou o caso com humor.

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Com a chegada do tri-campeão do mundo ao Morumbi, os jogadores que estiverem desfocados devem se coçar. Juvenal Juvêncio percebeu a perda do controle do técnico sobre o elenco e resolveu dar uma “injeção” cavalar ou, neste caso, leonina, para reanimar os boleiros.
Leão deu certo na primeira passagem (aproveitamento de 68,8), mas foi uma curta experiência. Em 2004, ele assumiu o time no Brasileirão e conseguiu a vaga na Libertadores. No ano seguinte, o tricolor foi campeão paulista. Um dia depois do título, na festa de encerramento do Paulistão, Leão deixou o clube para trabalhar no futebol do Japão.
O último trabalho de Leão, no Goiás, foi apenas razoável. No São Paulo terá a chance de apagar aquela imagem.
O São Paulo, por sua vez, rasga o modelo de apostar em trabalhos a longo prazo, ao contratar o treinador para sete jogos.