"Eu lembro que muitas circuntâncias daquele época são semelhantes às de hoje. Era um período de aquisição de novos valores, ajustes de comissão técnica e de time. A passagem dele, embora tenha sido rápida, nos levou à Libertadores. Fomos campeões paulistas e ele deixou uma equipe bem montada para que conquistássemos nossas glórias máximas", disse o vice de futebol João Paulo de Jesus Lopes.
Fernando Dantas/Gazeta Press

Leão trabalhou com o auxiliar Milton Cruz na primeira passagem, mas Fabuloso havia acabado de ser vendido
Os dois sucessores de Leão colecionaram títulos. Paulo Autuori, substituto imediato, deu sequência à campanha já iniciada na Libertadores e faturou o título da competição sul-americana. No fim do ano, ainda sagrou-se campeão mundial antes de sair e abrir espaço para Muricy Ramalho, tricampeão brasileiro em 2006, 2007 e 2008 - o Tricolor não ganha títulos desde então.
"Nesse momento nós vivemos muitas coisas iguais. Estamos numa posição semelhante à daquela época. Hoje estamos em sexto, antes estávamos em sétimo (no Campeonato Brasileiro). A vinda do Leão, com toda sua experiência, ja com conhecimento da nossa cultura, nos dá a expectativa de que ele consiga repetir o mesmo índice de aproveitamento (68,8%), o melhor que o São Paulo teve nos últimos dez anos", acrescentou Jesus Lopes.
A maior diferença entre os períodos é que, ao substituir Cuca em 2004, Leão teve 19 rodadas do Brasileirão para garantir a terceira colocação. Agora no lugar de Adilson Batista, são apenas sete rodadas para o fim da liga nacional. O técnico deu início à campanha são-paulina na Sul-americana daquele ano, mas perdeu para o Santos nas oitavas de final. Na nova passagem, pega o time já no segundo jogo da mesma fase, com vantagem de 1 a 0 sobre o Libertad.