
Por Rubens Chiri / saopaulofc.net
"Quando você volta a uma casa é porque você deixou pelo menos um pouco de saudade. Então estamos aqui para matar essa saudade", avisou Leão, pouco depois de conversar com o grupo e comandar o primeiro treino nesta nova passagem. "Quando alguém que já foi seu patrão necessita do seu auxílio, você tem de agradecer. É motivo de orgulho ser chamado novamente".
Apesar de achar que precisa concluir a história que começou a escrever no segundo semestre de 2004 e por enquanto registra 27 vitórias, 12 empates e seis derrotas em 45 jogos, Emerson Leão evita comparar a ida ao Oriente com o novo chamado para ser uma espécie de bombeiro.
"São situações completamente distintas. Lá era dívida de gratidão, aqui é profissão, é prazer, é desafio, é relacionamento. Recusar uma proposta de uma grande equipe seria, entendo eu, um suicídio. Eu ainda não estou nesse ponto", acrescentou.
O treinador chega com contrato apenas até o fim do ano com a missão de pelo menos levar o time à próxima edição da Copa Libertadores. A diretoria ainda fala em conquistar tanto a Sul-americana quanto o Campeonato Brasileiro, mesmo com a distância de oito pontos para o líder Vasco a sete rodadas do fim da competição nacional.
Leão sabe que precisa de resultados e garante que não se preocupou com o lado financeiro ao aceitar um desafio para período tão curto. Aos 62 anos, ele espera alcançar as metas traçadas pelo Tricolor para prolongar seu vínculo.
"Sobre o ano que vem, depende desse ano. Cada um tem que demonstrar no dia a dia a qualidade, o resultado. O São Paulo me conhece, eu conheço parte do São Paulo. Nós temos que unir essas duas forças e adiar qualquer pessimismo", disse Leão.
O treinador, anunciado na manhã desta segunda, já dirige o time no jogo de volta pelas oitavas de final da Sul-americana, na quarta, contra o Libertad, no Paraguai. Na partida de ida, Luis Fabiano garantiu a vitória por 1 a 0 no Morumbi.