
Centralização do poder - As decisões no São Paulo passam por Juvenal Juvêncio. De contratações a discussões sobre o Morumbi, o presidente é quem dá a palavra. A centralização criou queixas entre dirigentes bem relacionados, e o clube perdeu sua força política em relação a outras agremiações
Mudança no modelo de contratações - O São Paulo ficou conhecido por pagar barato (ou até nada) para trazer bons jogadores e formar times competitivos. Deste modo, contratou Mineiro, Josué, Danilo e Fabão para a equipe que venceu a Copa Libertadores e o Mundial em 2005. Agora, porém, as contratações não parecem seguir este planejamento. O caso mais evidente é a vinda de Rivaldo, ocorrida durante o Paulista após conversa entre o veterano e Rogério Ceni
Desmantelamento da comissão técnica permanente - Quando um treinador fechava com o São Paulo, sabia que teria uma comissão já existente. Pouco a pouco, porém, o clube se desfez de profissionais que obtiveram sucesso. Chamado para trabalhar na Seleção, Carlinhos Neves foi dispensado pelo time, que alegou que o preparador físico não conseguiria conciliar as funções. O fisiologista Turíbio Leite e o analista de desempenho Wellington Valquer foram outros que deixaram o Morumbi

Excesso de jogadores machucados - O Reffis, centro de recuperação física do São Paulo, tornou-se na década passada referência internacional no tratamento de atletas. Na última temporada, porém, o clube não conseguiu manter seus próprios jogadores livres de problemas físicos. Luís Fabiano, Fernandinho, Bruno Uvini, Rhodolfo e Denílson lidaram com lesões durante o ano e suas ausências viraram problemas para o time
Promessas que pararam de jogar - Clube que investe pesado na base, o São Paulo enfim passou a aproveitar mais suas promessas no time titular. Lucas e Casemiro ganharam presença garantida na equipe principal, e o camisa 7 até recebeu espaço na Seleção Brasileira. Nas últimas semanas, porém, a dupla caiu de nível técnico, em especial Casemiro, criticado desde que recebeu um aumento salarial

Apostas arriscadas em técnicos - Desde a saída de Cuca, em 2004, o São Paulo buscou contratar treinadores em alta. A partir da queda de Ricardo Gomes, porém, a diretoria apostou na vinda do inexperiente Sergio Baresi, que pouco tempo durou. Veio na sequência Carpegiani, que tem como último título relevante o Campeonato Paraguaio com o Cerro Porteño, em 1994. A seguir foi a vez de Adilson Batista, com três trabalhos negativos consecutivos (Corinthians, Santos e Atlético-PR)
Briga pela Copa - A diretoria do São Paulo, comandada por Juvenal Juvêncio, dividiu seu tempo nos últimos anos entre o comando do futebol e a briga pela presença do Morumbi na Copa do Mundo de 2014. A tarefa desgastou o clube e complicou a relação com rivais (em especial o Corinthians) e a CBF
Crença no "clube diferenciado" - Os quatro anos bem sucedidos entre 2005 e 2008 foram prova de que o modelo do São Paulo funcionava. O clube, porém, não evoluiu o sistema pelo qual o futebol era gerido, e o time viu rivais se saírem melhores em títulos e contratações. Ainda assim, a diretoria ainda fala no São Paulo como o "clube diferenciado"
Enfraquecimento da defesa - Se entre 2006 e 2008 a defesa era a característica mais forte do São Paulo, o setor se enfraqueceu cada vez mais, atingindo seu ponto mais baixo na atual temporada. Miranda e Alex Silva deixaram a equipe, e o clube demorou a se reforçar com João Filipe. O que se viu foi o time precisar ser escalado até mesmo com o garoto Rodrigo Caio e Denílson, ambos volantes, na zaga