"Foi opção minha tirar o Lucas", reconheceu o comandante provisório do Tricolor. "Ele vem de um desgaste muito grande, viagens para a Seleção, muitos jogos, não para nunca. Achei que era hora de um descanso. Não estava mal assim", emendou.
A saída de Lucas fez bem ao São Paulo, apesar do resultado final ter sido um decepcionante empate por 0 a 0 que deixou o clube em situação ainda pior na briga pelas primeiras colocações do Campeonato Brasileiro. O próprio Milton Cruz considera que a presença de Marlos aumentou a velocidade do time nos 45 minutos finais.

"No segundo tempo, nós fomos melhores. Coloquei o Marlos para criar mais e encostar nos outros atacantes. Deu uma melhorada. O Marlos também conhece o Coritiba, é um jogador criativo", justificou.
Por outro lado, Milton Cruz rejeita colocar em dúvida a titularidade de Lucas no São Paulo. Portanto, o camisa 7 será o dono da posição no próximo compromisso, quarta-feira à noite, contra o Libertad, do Paraguai, pela Copa Sul-americana.
"Não é para tanto tirá-lo do time titular. Na quarta estará com a gente, quem sabe possa jogar até o fim. É por isso que temos o banco, temos plantel. São opções que procuramos tentar corrigir quando surgem os problemas" , afirmou.
Paciência: Milton Cruz considera normal a oscilação de Lucas com a camisa do São Paulo. Ao comentar a queda de rendimento do volante Casemiro, outro representante da base tricolor, ele recorda os obstáculos vividos por uma referência, o meia Kaká, atualmente no Real Madrid, da Espanha.
"Jogadores jovens passam por esse momento, o Kaká também passou no São Paulo e foi ser o melhor do mundo lá na frente. No caso do Lucas, o momento não está legal por causa do cansaço, são jogos seguidos e as convocações para a Seleção. Mas é um excelente jogador, vai voltar a jogar", encerrou o treinador interino do São Paulo.