Três questões chamam a atenção na partida deste domingo, às 16h, no Morumbi, entre São Paulo e Coritiba. Em primeiro plano, o simples fato de o Tricolor não vencer no Nacional há seis jogos (derrotas para Flamengo e Atlético-GO, além de empates contra Corinthians, Botafogo, Cruzeiro e Internacional) e, por este motivo, ter se distanciado do primeiro lugar — hoje o time é o 6º na tabela. Depois, dois jogadores que podem ter novas chances na equipe, precisam fazer o mesmo que seu clube e, para não perder o fio da meada, necessitam de correr atrás. São os casos de Casemiro e Marlos.

Ainda não confirmados pelo técnico interino Milton Cruz, que comandará o São Paulo pela segunda vez consecutiva — o profissional já dirigiu o time na vitória contra o Libertad, por 1 a 0, na Sul-Americana —, tanto o volante quanto o meia têm grandes chances de iniciar a partida diante dos paranaenses. Enquanto Casemiro é o mais cotado para substituir o suspenso Denilson, Marlos deve ganhar a vaga do meia Cícero, que não tem agradado nas últimas partidas.
A ligação entre a necessidade do time são-paulino nesta tarde e os dois jogadores é a mesma. Enquanto o elenco não pode nem pensar em errar para não ver, de uma vez por todas, o Campeonato Brasileiro ir por água abaixo, os jogadores passam o mesmo no clube.
Revelado nas categorias de base do Tricolor, Casemiro viu tudo em sua carreira acontecer muito rápido. Desde a chegada ao profissional, em 2010, à titularidade no time, o protagonismo no título mundial com a seleção brasileira Sub-20, passando por uma convocação para a Seleção principal e, por fim, terminando no banco de reservas. Muito por conta do seu baixo rendimento e de ter deixado o sucesso repentino subir à cabeça.
“Você aprende muitas coisas no banco também e comigo não foi diferente. Tenho que trabalhar mais e voltar a ser aquele Casemiro que muitos apontavam como o melhor volante do Brasileirão”, salienta o camisa 8, que também é corroborado por Marlos. “Fico feliz por mais uma possibilidade de começar um jogo. É a chance de seguir meu trabalho”, destaca o camisa 11. É esperar e ver se aprenderam.
