"Não posso perder o que tenho de melhor, que é partir para cima, em velocidade, sempre em direção ao gol. Tenho que saber a hora certa de dosar e tocar, mas sempre partindo para cima. Se tocar todas para o lado, vão dizer que o Lucas não é aquele mesmo que arrancava", contou o camisa 7, falando de si na terceira pessoa.
O jogador de 19 anos repete as palavras que ouviu de Milton Cruz. Já contra o Libertad, na quarta-feira, o treinador alterou o esquema tático e abriu Lucas pela direita. Sua atuação não foi além de boas arrancadas no início da partida, mas a previsão de todos é de evolução em breve.
Fernando Dantas/Gazeta Press

Milton Cruz se impôs como missão recuperar o futebol de Lucas evitando que ele mude seu estilo em campo
"Ele conversa comigo sempre sobre posicionamento, o que fazer, onde rendo mais. Quer que eu jogue do lado direito, tabelando mais e vindo de trás. E me dá apoio, força, me incentiva bastante", contou o jovem astro.
É evidente que seu futebol não foi o mesmo com Adilson Batista, que o colocava como companheiro de ataque de Dagoberto, e ele deixou de ser mais utilizado com Mano Menezes porque o próprio treinador da Seleção Brasileira o enxergava como atacante. Lucas, entretanto, evita polêmica.
"O Adilson também conversava comigo, mas o Luis Fabiano estava machucado e ele me pedia para ajudar sendo referência na frente. Não me sentia mal, foi mais um aprendizado. Quanto mais posições no campo eu aprender, melhor para mim. E eu queria estar jogando, ajudando", relatou.
O próprio camisa 7 lamenta o fato de os resultados não aparecerem do jeito que o ex-técnico o escalava. E já se mostra bastante satisfeito com o apoio que tem recebido do coordenador técnico. "Procuro escutar bastante as pessoas, principalmente as mais experientes e muito competentes. O Milton conhece todos, está há muito tempo no São Paulo, sabe cada coisa aqui dentro", elogiou.