"Nunca fugi da minha responsabilidade, sei que posso render mais, mas o time todo está devendo", argumentou o meia-atacante, que marcou gol pela última vez no milésimo jogo de Rogério Ceni pelo clube, em 7 de setembro, no triunfo por 2 a 1 sobre o Atlético-MG, no Morumbi.

Desde então, o São Paulo entrou em campo dez vezes, três delas sem o seu camisa 7, presença constante nas convocações de Mano Menezes. Voltar da Seleção, contudo, não tem lhe dado ânimo suficiente para deslanchar em sua equipe.
Mais do que a seca de gols, o garoto de 19 anos está ciente de que suas arrancadas não têm a mesma eficiência de antes. Mas insiste que características primordiais de outros atletas também não têm aparecido no São Paulo ultimamente.
"Ninguém é salvador da pátria, ninguém joga sozinho. Não são nem só os 11, tem também o banco e todo o grupo, desde os funcionários que limpam e fazem comida", reforçou.

"Quem faz gol é porque recebe o passe, tem a marcação atrás. Precisamos um do outro. Contribuo com a minha parcela, mas é uma equipe."
O jogador acredita que "quando o coletivo não vai bem, é bem difícil o individual aparecer, e não é normal o São Paulo ficar seis jogos sem vencer". Entretanto, quer provar que anormal mesmo é esse período de críticas ao seu futebol.
"O último bom jogo no meu estilo foi contra a Argentina pela Seleção. Mas vou procurar lutar, trabalhar. Uma hora a bola vai entrar", projetou o ainda otimista Lucas.