
Milton Cruz foi bem na hora de posicionar os jogadores do São Paulo.
O time não criou muitas chances por causa da má atuação de Lucas e do competente ferrolho do Libertad.
Apesar de a equipe não merecer aplausos na magra vitória, ela evoluiu um pouco.
E Luís Fabiano fez o gol salvador.
Mais bem posicionado e com o artilheiro ganhando moral, o São Paulo, se continuar melhorando, pode voltar à luta pela vaga na Libertadores.
Mudanças de Milton Cruz
Milton Cruz remontou 4-2-3-1, esquema usado por Carpegiani.
Ao invés de 3 volantes, 2 deles com liberdade para ajudar na criação e 1 mais preocupado em proteger a defesa tal qual Adilson gosta, o treinador interino utilizou 2 volantes de marcação.
E inverteu as funções deles;
Wellington ficou encarregado da cobertura dos avanços dos laterais, em especial do lado esquerdo, e Denilson, além de cooperar na marcação na direita cooperou de forma muito tímida na criação.
Na frente da dupla, Milton posicionou a linha de 3 meias.
Lucas, aberto na direita, Dagoberto e Cícero se movimentando no centro e esquerda do campo de ataque formaram o trio.
Dago se transformou em segundo atacante e Cícero em volante quando necessário.
Defesas mandam no primeiro tempo
As mudanças no São Paulo melhoraram a movimentação ofensiva. Os jogadores de frente ficaram mais próximos e isso facilitou as tentativas de tabelar para superar o bloqueio defensivo.
O mandante ficou bastante tempo com a bola na etapa inicial, todavia não conseguiu entrar com ela na área do rival.
Luís Fabiano, sempre de costas para a defesa e muito marcado, só recebeu passes fora da área, nunca em boa condição de arrematar em gol.
O goleiro Medina foi exigido, de fato, uma vez, no lance em que Lucas chegou à linha de fundo e cruzou, rasteiro, para trás.
O sistema defensivo do Libertad mostrou competência.
Jorge Burruchaga posicionou duas linhas paralelas, bem perto uma da outra, na entrada da área.
Não havia espaço entre elas.
Mas quando seus comandados recuperaram a redonda, não conseguiram trocar passes e a perderam rapidamente.
Entre os 8 que defendiam e os atacantes Nunez e Ramirez havia um enorme vão; cerca de 40 metros.
No primeiro tempo, enquanto o São Paulo, em vão, tentou achar espaço no sistema defensivo do rival, o libertad, extremamente recuado, apelou para os lançamentos longos e inúteis aos dois homens de frente.
Libertad volta melhor
O São Paulo voltou para o segundo tempo pior.
O Libertad adiantou um pouco a marcação e deixou o rival mais longe do gol.
Além disso, começou a achar contragolpes.
Aos 12, Rogério, cara a cara com Ramirez, evitou o gol dos visitantes.
Milton Cruz muda
Casemiro e Marlos, aos 16 minutos, entraram nos lugares de Denilson e Cícero.
O objetivo de Milton Cruz era ganhar criatividade, qualidade no passe, com Casemiro e apostar nos dribles de Marlos ao invés do toque de bola de Cícero.
O São Paulo melhorou.
Retomou a posse de bola e de novo passou a jogar com ela na frente.
E continuou com dificuldades de superar a defesa do Libertad.
Fabuloso garante a vitória
Aos 32, Dagoberto cabeceou para a área e Luís Fabiano, em um raríssimo momento mano a mano com o marcador, matou no peito e finalizou bem.
Aos 35, Rivaldo substituiu o apagado Lucas.
O primeiro gol do Fabuloso na volta ao clube também mudou a cara do jogo.
O Libertad ficou tenso, se perdeu atrás e quase levou o 2×0.
Marlos cabeceou e Medina fez bela defesa aos 43.
Resultado justo no Morumbi