Mesmo assim, não vou dizer que a direção acertou.
A razão é simples.
Ela tinha que conhecer a metodologia de trabalho do ex-Furacão e o impacto da implementação delas.
Noutras palavras, precisava projetar as dificuldades de mudança na forma de jogar.
Se fossem pequenas, seria justo cobrar resultados rapidamente.
Mas não eram.
Adilson aposta no esquema com 3 volantes, onde 2 criam bastante, como se fossem meias, e cobrem os laterais.
Se eles vão mal todo o time os acompanha, pois sobra espaço pelos lados para os rivais.
A consequência disso você viu nos gols parecidos que o São Paulo sofreu em vários jogos..
Carpa escalava o trio criativo (4-2-3-1) com dois volantes protegendo os zagueiros. Um deles aparecia como ‘homem surpresa’.

Obviamente, a alteração do rumo do trabalho podia comprometer o entrosamento.
A chegada de Adilson redirecionou, reiniciou, as propostas coletivas de jogo do time.
O último demitido insistiu nas convicções táticas. As repetiu partida após partida. E pretendia continuar até a equipe ficar compacta, coesa e forte.
Muricy, Parreira e vários outros acreditam na repetição como forma de aperfeiçoamento e títulos.
Minha impressão é que Adilson não ía conseguir acertar o time até o fim do brasileirão.
Em suma, tanto ele quanto a direção erraram, entretanto só terei como dizer se o São Paulo acertou na demissão quando souber quem e quando irá substituí-lo.
A definição do sucessor também mostrará se a cartolagem no Morumbi sabe o que está fazendo ou se perdeu o rumo e cede às pressões externas no calor das paixões pós fracassos.