"Não é só o Adilson que é vaiado, é o time inteiro. Se vaiam o Adilson, estão me vaiando também e todos nós. Todos precisam assumir sua parcela de culpa. Se não estamos bem, não é só por causa dele, mas por quem está entrando em campo", contou Rhodolfo.
O rendimento da equipe sob o comando do treinador não é satisfatório. São 21 jogos, com sete vitórias, nove empates e cinco derrotas - aproveitamento de 47,6% - e vacilos em confrontos diretos na briga pelo título brasileiro, com derrotas para Vasco, Fluminense e Flamengo e empates com Botafogo e Corinthians.
Fernando Dantas/Gazeta Press

Xingamentos e palavrões direcionados a Adilson Batista têm sido constantes nas partidas do São Paulo
O elenco, entretanto, insiste que Adilson não é o único culpado por tantos tropeços. Mas entende a revolta da torcida. "O São Paulo é um time grande, precisa ganhar todos os jogos. A torcida está assim porque não conseguimos ganhar", analisou o lateral direito Piris, em discurso que domina o pensamento dos atletas.
"Quando vaiam no fim, concordo. Estão pagando ingressos, têm esse direito. Precisamos é melhorar nossa vontade e postura em campo. Não estamos vencendo há alguns jogos e temos que mostrar vontade e raça para mudar isso", completou Rhodolfo, incomodado com a sequência de cinco partidas sem vitória.
Se Adilson não pode ser questionado quanto ao seu empenho, já que mora no CCT da Barra Funda e acompanha pessoalmente, e com afinco, qualquer atividade, o time também não quer ser criticado por falta de disposição na luta pelo título. Com esse pensamento, também podem aliviar a pressão sobre o chefe. "A torcida, o treinador, os jogadores, os dirigentes... Todos queremos ser campeões", argumentou Piris.