"Deu uma balançada pelos valores. Não tem jeito, são valores maiores", confessou o camisa 4 do Tricolor, indeciso em relação ao seu destino. "Tenho contrato de quatro anos e pouco. Se o Juvenal [Juvêncio, presidente do clube] achar que tem que me manter, ele que manda."
O problema não é nem para a próxima temporada, já que a diretoria negocia com o Bayern de Munique para trazer Breno de volta e tem o interesse de contratar Paulo Miranda, do Bahia. A preocupação é com a piora do desempenho de Rhodolfo desde o momento em que foi concretizada - e recusada - a oferta vinda de Turim.

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Sincero, o zagueiro sabe que necessita recolocar seu foco na disputa do Campeonato Brasileiro e da Copa Sul-americana para não terminar sua primeira temporada no São Paulo sem um título. "Tenho que me concentrar aqui. Estou em um grande clube do futebol brasileiro, o maior do Brasil. Preciso colocar a cabeça aqui e melhorar cada vez mais."
O defensor, entretanto, se defende para não ser colocado como principal culpado da instabilidade atual da equipe. "Não só eu, o time teve uma queda. Acontece não ir bem em alguns jogos, infelizmente. Precisamos conversar ao máximo e conversei bastante com o João Filipe para pararmos de tomar os gols que estamos tomando", falou.
Pessoalmente, ele tem uma motivação para não desanimar enquanto ainda veste preto, branco e vermelho: ser lembrado por Mano Menezes, que o convocou, sem colocá-lo em campo, para os dois jogos do Superclássico das Américas contra a Argentina, quando só atletas que atuam no Brasil foram chamados. "Cheguei à Seleção graças ao São Paulo e espero voltar. Para isso, tenho que mostrar qualidade aqui", comentou.