O treinador fecha hoje, contra o Internacional, em Barueri, seu primeiro turno (19 jogos) à frente do clube com incertezas sobre o futuro e números que não condizem com a terceira colocação.

Em 18 rodadas com Adilson no banco de reservas, o São Paulo somou 26 pontos (aproveitamento de 48,14%). Nove equipes pontuaram mais do que ele desde então.
O líder desta Série A paralela seria o Vasco, segundo colocado no mundo real, com 33 pontos. O adversário são-paulino desta tarde, que teria 28, seria o dono da última vaga para a Libertadores.
Curiosamente, o clube do Morumbi, apesar da fraca campanha na era Adilson, estaria três pontos à frente do atual ponteiro, o Corinthians.
Se o critério de classificação fosse o aproveitamento de pontos, o São Paulo subiria um posto e seria o nono.
Contratado em julho, depois de trabalhos pífios por Corinthians, Santos e Atlético-PR, Adilson só se mantém na briga pelo título graças aos trabalhos de Paulo César Carpegiani e do interino Milton Cruz, seus antecessores.
Ele herdou uma equipe que ocupava a vice-liderança e havia somado 21 dos 30 pontos possíveis até então (70%).
Logo na estreia --empate por 2 a 2 com o Atlético-GO--, o São Paulo foi vaiado. Os apupos se repetiram inúmeras vezes desde então e tiveram o treinador como alvo.
Em meio à desconfiança da torcida, o Adilson não tem apoio maciço no clube. Diretores e conselheiros consideram sua contratação um erro e pressionam pela demissão.
O contrato do técnico termina no fim do ano, e o discurso dos cartolas é de que sua situação será definida após a última rodada do Brasileiro. Só o título deve ter força para mantê-lo no cargo.
"É um grande técnico, que conversa bastante com os jogadores", defendeu o volante Wellington, que deve ser mantido na sua posição de origem, com Jean na lateral na vaga de Piris, desfalque por estar com o Paraguai.
Lucas não chega a tempo da seleção brasileira e também não joga nesta tarde.
NA TV
São Paulo x Internacional
16h Sportv (menos SP)