No programa “Bem Amigos”, do Sportv, nesta segunda, Galvão Bueno alfinetou a CBF como raras vezes em sua carreira. Criticou os amistosos que desfalcam times no Brasileirão.
O narrador afirmou que jogos contra adversários frágeis “não são bons para a gente e nem para a seleção, mas devem ser bons para alguém”. Ele insistiu em falar sobre detalhes comerciais das partidas do time nacional e de como é importante para os torcedores serem informados sobre isso. Não combina muito com seu estilo.
As críticas podem ser interpretadas apenas como uma maneira de o locutor mostrar independência em relação à CBF ou até como um pronunciamento quase oficial da emissora. Um protesto contra jogos com anêmica capacidade de atrair telespectadores, além de enfraquecerem o produto “Brasileirão”.
Ao longo dos anos, o comportamento de Galvão nas transmissões serviu como indicativo do que pensa a Globo sobre temas ligados à seleção. Por isso, a partida contra o México não servirá apenas para observar o time de Mano. Será também uma termômetro para medir a temperatura atual da relação entre Globo e CBF.
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Lembrando:
“Jornal da Globo” perde um em cada três espectadores
Texto da Folha Online

“Jornal da Globo” perde um em cada três espectadores na década
O “Jornal da Globo” vem perdendo público ano a ano.
O telejornal, que em 2000 registrou média de 16,4 pontos, passou de 15,6 pontos (2004) para 11,3 (média de janeiro a 3 outubro de 2011).
Cada ponto equivale a 58 mil domicílios na Grande São Paulo.
Desde 2005, quando Ana Paula Padrão deixou o programa, o ibope do jornalístico caiu quase 30%.