"Considero o Rivaldo importante na minha cabeça para iniciar o jogo ou entrar depois. Ele suporta 90, 120 minutos...", afirmou o treinador, que deixou a partida no Engenhão informando que, na sua cabeça, Rivaldo é titular, apesar de não o escalá-lo desta forma desde a vitória sobre o Fluminense, há um mês (ou seis jogos).
"Existe um respeito pelo Rivaldo pela sua história e pelo que vem fazendo. Não só ele, mas todos são importantes. Vou criando situações melhores para cada jogo", continuou o comandante, que assegurou estar acostumado às cobranças vindas até da família do jogador para que ele inicie uma partida.
Fernando Dantas/Gazeta Press

Técnico avisa que seu jogador mais velho será mais usado em meio aos desfalques e minimiza cobranças
O técnico aponta que o meia tem sido importante entrando durante os jogos, a ponto de quase fazer o time alcançar a virada no domingo em toque por cobertura que passou rente ao travessão. "Achei que era gol pelo toque, pela qualidade do jogador, o goleiro adiantado. A intenção era vibrar com os demais no banco e já estava comemorando, mas tive que voltar atrás", contou o chefe.
A frequente entrada do veterano, entretanto, já causa certa insatisfação. Cícero, quase sempre o escolhido a sair para que a torcida seja atendida com o aproveitamento de Rivaldo, esboçou sua irritação ao ser substituído no 0 a 0 com o Corinthians na semana passada. Mas Adilson avisa que não há trocas definidas.
"O futebol está aí para criarmos, às vezes arriscarmos, inovarmos. Não dá para se apegar, por exemplo, que o Cícero não pode jogar com o Rivaldo. Os dois jogaram juntos no segundo tempo contra o Botafogo e foram bem", lembrou o técnico, recordando também que terá desfalques nos próximos jogos, o que pode significar mais chances a Rivaldo. "O coletivo é que ganha o campeonato", frisou.