Por mais que o assunto seja tratado a sete-chaves entre o jogador e também os dirigentes, Rivaldo, que acreditava ainda ter fôlego suficiente para ser titular, vai percebendo que dentro de campo não tem sido tão útil quanto esperava ao time. E isso fica nítido nos números. Em pouco mais de oito meses no São Paulo, o camisa 10 jogou 34 vezes, sendo que, em apenas duas delas, foi utilizado o tempo todo.
Pouco para as ambições do veterano que, depois de estrear em grande estilo, contra o Linense, no Paulistão, em fevereiro, quando anotou um golaço, foi, pouco a pouco, entrando em atrito com o ex-técnico Carpegiani. Depois, Rivaldo ganhou a queda de braço. Mas não a titularidade tão sonhada.
“O Rivaldo é útil na medida em que orienta e contribui no crescimento dos atletas mais jovens. Dentro das suas possibilidades, quando entra no jogo, tem cumprido o seu papel”, avaliou o vice-presidente de futebol do Tricolor, João Paulo de Jesus Lopes.

Mesmo que não entre no mérito, os cartolas sabem e corroboram com o pensamento do atleta: esperavam muito mais e chances não faltaram.
Com Adilson Batista no comando, Rivaldo, que se livrara do desafeto Carpegiani, acreditou que teria vida nova. E teve mesmo. Foi titular em oito das 15 partidas do comandante no São Paulo. Além disso, entrou no decorrer de outros seis jogos. Mas produziu aquém de sua capacidade. Até aumentou o número de gols, mas não conseguiu ser o maestro que todos esperavam.
Por essas e outras, Rivaldo acredita que não há motivo para renovar seu vínculo com o clube no final do ano. Até porque, o craque acha que o clube também não terá interesse.
“Em dezembro, faremos uma análise conjunta com o Rivaldo e vamos tomar a decisão”, afirmou o cartola, dando a entender o que parece óbvio.