Antes de enfrentar ex-clube, Adilson se diz torcedor do Furacão

Fonte Gazeta Esportiva
12 de Agosto de 2011

vipcomm
Adilson Batista terá pela frente às 18h30 (de Brasília) deste sábado, no Morumbi, seu último clube antes de assumir o São Paulo: o Atlético-PR, terceira equipe que deixou em menos de um ano por conta de maus resultados. Mas o treinador, em vez de mostrar tristeza, declara amor ao time que o revelou como zagueiro há 25 anos.
"Aqui está sempre uma atleticano, que respeita, gosta e tem consideração pelo clube que me abriu as portas desse mundo maravilhoso do futebol. Sou torcedor, sócio, tenho cadeira lá", contou o comandante. "Mas hoje estou no São Paulo e preciso lutar pela liderança do Campeonato Brasileiro", completou, para evitar problemas.
O técnico, entretanto, não esconde o carinho pelo Furacão. Nascido em Adrianópolis, no interior do Paraná, Adilson virou jogador profissional em 1986 pela equipe da Arena da Baixada e, de lá, chegou até à seleção brasileira. A passagem como técnico, porém, durou dois meses.
Em 14 jogos no comando do Rubro-negro de Curitiba, o treinador venceu quatro, empatou quatro e perdeu seis, deixando o time após ser derrotado em cinco das seis primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro. Mas ele aponta problemas políticos, além dos resultados, como causa de sua saída.
"Recebi o convite no domingo à noite, e na segunda-feira, depois de outra reunião, aceitei mais em função do Valmor Zimermann, que foi meu presidente [quando ele foi revelado como zagueiro] e era diretor de futebol. Na sua saída, quase que sai junto e conversei lá, mas o Atlético-PR estava vivenciando os jogos da Copa do Brasil", lembrou.
A troca na diretoria ocorreu exatamente entre os dois compromissos pelas quartas de final da Copa do Brasil, contra o Vasco, que se classificou no desempate dos gols fora de casa - empatou por 2 a 2 no Paraná e 1 a 1 em São Januário. Depois disso, contudo, Adilson esteve à frente da péssima campanha sem derrota nas seis primeiras rodadas do Brasileiro.
"É futebol. Tentei dar padrão, melhorar o time e não consegui. Não vou ficar reclamando de contratações, disso e daquilo", afirmou o treinador, desconfortável em relembrar os problemas que acarretaram no fim de sua passagem pelo clube que diz ser o do seu coração - embora também admita publicamente carinho pelo Grêmio, equipe em que foi o capitão na conquista da Libertadores de 1995.
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