Sob desconfiança, Adilson elege "vamos ter calma" como muleta padrão para problemas no São Paulo

Recuperação de Luis Fabiano, mau momento do ataque e improvisações ganham "amparo"

Fonte R7
3 de Agosto de 2011
O São Paulo vive momento instável no Brasileirão, após a derrota em casa para o Vasco, no último domingo (31). O técnico Adilson Batista repetiu algumas vezes que o time poderia ter marcado mais gols nos três jogos em que comandou a equipe. Mas o treinador já elegeu um conforto para o tricolor: a calma.
Primeiro, o treinador pediu calma para que a recuperação de Luis Fabiano, que passou para mais uma cirurgia recentemente, seja feita no tempo certo, e que o jogador não se torne um fantasma para os titulares.
- Não tenho medo de fantasma. Acordo e agradeço a Deus por estar em um clube como o São Paulo. E o Luis Fabiano daqui a pouco volta. Vamos ter paciência para ele cumprir todas as etapas e se condicionar para estar apto a ajudar o São Paulo e o Brasil, porque é diferenciado.
O pedido de calma de Adilson Batista, que soma uma vitória, um empate e uma derrota no comando tricolor, se entende às jogadas de ataque da equipe do São Paulo. O treinador diz que a equipe tem qualidade para finalizar melhor as jogadas.
- Temos jogadores talentosos que procuram tirar a bola do goleiro. O importante é ter calma na hora de definir.
Sem poder contar com Luis Fabiano, contratado para resolver o problema do ataque tricolor, Adilson Batista se diz obrigado a escalar jogadores que não são centroavantes de origem.
- É a característica dos jogadores, só posso escalar Dagoberto, Fernandinho, Marlos ou Lucas. Em função disso, precisamos ter mais penetração em direção ao gol. Com calma, vamos consertar.
Adilson Batista voltou a dizer que meia Rivaldo pode jogar mais avançado, e apelou até para Cícero para ajudar o ataque são-paulino.
- Temos o Rivaldo penetrando e até fazendo gol de cabeça [no empate com o Atlético-GO, na estreia de Adilson no clube]. E o Cícero também pode fazer isso porque tem um ótimo tempo de bola.
O treinador afirmou que ter um centroavante não é necessário para a equipe ter sucesso, e que outros times conseguem bons resultados sem um jogador de origem na posição.
- Há clubes que não têm centroavante e jogam bonito, fazem gols mesmo sem essa referência. O importante é saber onde o companheiro está e que a penetração ocorra na hora certa.
Para finalizar, Adilson mandou um recado a todos no São Paulo.
- Vamos ter calma.
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