Porém, mesmo com menos treinos do que gostaria, o comandante já consegue estabelecer algumas mudanças. Uma é percebida desde o seu primeiro jogo: o posicionamento de Wellington. Sem Casemiro, volante mais acostumado a atacar do elenco e que, em agosto, defende o Brasil no Mundial sub-20, o camisa 5 deixou de ser somente um marcador.Por ordem de Adilson, Wellington tem alternado os lados em que atua e, principalmente, aparece na área com muito mais frequência. O chefe admite a comparação com as funções exercidas com ele por Ramires, no Cruzeiro, Elias, no Corinthians, Arouca e Danilo, no Santos, e Kleberson, no Atlético-PR. Ele quer do jogador uma movimentação com e sem a bola, abrindo espaço para outros meio-campistas aparecerem com liberdade.
O treinador já até rebate os críticos que vêem sua equipe com volantes soltos demais no esquema. "Temos mostrado a eles onde falhamos. É uma desatenção, alguém que vira de costas na hora do gol. Não é questão de ter 500 jogadores no meio-campo", defendeu-se o ex-zagueiro. "É futebol. Daqui a pouco encaixa", previu.
Com estes argumentos, Adilson espera o sucesso que faltou em seus três últimos clubes no vínculo até dezembro que tem com o Tricolor. "O São Paulo tinha interesse em um contrato até dezembro de 2012, mas deixei que me avaliassem. Não tenho medo de desafios. Minha intenção não é trabalhar com multa, só quero o campo. E precisamos de calma e paciência para entender a razão de as coisas darem certo ou não", pediu, ciente da pressão.
"Tenho consciência de que estou no Brasil e preciso ganhar, convencer, fazer gol e não sofrer. Esse é o futebol brasileiro e a opção de continuar comigo é do São Paulo. Mas vamos terminar o nosso trabalho e conseguir os nossos objetivos. Já sabia da grandeza, tranquilidade, profissionalismo e segurança do clube. A casa é muito boa", elogiou.