Adilson tenta quebrar "Dagoberto-dependência"
Atacante teve participação em 27 dos 66 gols do São Paulo na atual temporada
Fonte R7
Por Layla Reis

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Depois de estrear com um empate diante do ameaçado Atlético-GO e aumentar a desconfiança em torno de seu trabalho à frente do São Paulo, o técnico Adilson Batista terá uma nova dor de cabeça para resolver: acabar, ou, ao menos, diminuir, a “Dagoberto-dependência” que impera no Tricolor.
Na atual temporada, o camisa 25 participou de 27 dos 66 gols marcados pela sua equipe. Em números frios, isso quer dizer que em 40% das vezes em que o São Paulo foi às redes adversárias, Dagoberto ou fez o seu ou deu a assistência para um companheiro marcar. Foram 15 gols e 12 passes certeiros.
O exemplo mais recente aconteceu justamente na estreia de Adilson no Tricolor. Foi justamente Dagoberto quem serviu o zagueiro Rhodolfo e o atacante Rivaldo para marcar no empate por 2 a 2 com o Dragão.
Dagoberto também é um dos jogadores que melhor finalizam no Brasileirão, atrás apenas de Leandro Damião, Douglas, Jobson e Elkeson.
O bom momento vivido pelo jogador pode trazer problemas para Adilson por um único motivo: a boca do jogador, quase sempre “aberta” demais.
Dagoberto já acumulou suspensões por cartões amarelos causados por reclamações contra a arbitragem em 2010. Neste ano, adotou linha mais leve e chegou a dizer que “evita até peidar” para não criar polêmica.
O que o jogador quer é ajudar o Tricolor a continuar caçando o líder Corinthians.
- Meu objetivo é sempre ajudar o São Paulo. Estou conseguindo, seja com gols ou assistências. E a equipe jogou um bom futebol, mas infelizmente não conseguiu os três pontos. A intenção era conquistar esta vitória para a torcida.
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