Miranda ganhou até placa como homenagem do São Paulo (Foto:Eduardo Viana)
A saída de Miranda, oficializada na última quinta-feira com o fim de seu contrato, para o Atlético de Madrid (ESP), não encerrou apenas uma era vitoriosa, em que a defesa foi base para três títulos brasileiros. O São Paulo perdeu, também, um recordista.
De técnica privilegiada para um zagueiro, Miranda garante que, nos seus cinco anos de clube, ninguém passou mais vezes a bola entre as pernas dos companheiros, o famoso rolinho, do que ele. Orgulho de sair como "rei do rachão", o tradicional treino recreativo.
– Quem mais sofria comigo eram os mais jovens, que não me conheciam. Wellington era quem mais tomava. Sempre vinha seco (risos) – disse Miranda, em entrevista exclusiva ao LANCENET!, antes de seguir para a Espanha, onde se apresentará no próximo dia 9.
Habilidade que ajudou o São Paulo na conquista do tricampeonato brasileiro em 2006/07/08 e trouxe respeito no clube. Afinal, com 260 jogos em cinco anos, só perde para Rogério Ceni em tempo de casa.
– Foi tudo muito positivo. Fiquei conhecido nacionalmente, cheguei à Seleção e fui eleito várias vezes o melhor zagueiro do Brasil. Tive altos e baixos, mas muito mais altos.
A vivência no clube o permitiu ser campeão também das brincadeiras. Tímido nas entrevistas, Miranda sempre foi um dos atletas mais brincalhões e um dos que escolhiam apelidos para os companheiros, tarefa "suja" que ele tenta negar.
– Quem faz isso é Marlos. Levo a culpa porque sou maior, aguento mais porrada (risos) – divertiu-se.
A pedido da reportagem, Miranda, antes de se despedir, escolheu a música "Valeu", do Exaltasamba, como símbolo de sua passagem.
– Ajudei muito o São Paulo e o São Paulo me ajudou muito – definiu.
Já era hora de se despedir. Hora de dizer valeu ao São Paulo. Hora de ouvir valeu da torcida são-paulina.
Bate-Bola
Miranda
Em entrevista exclusiva ao LANCENET!, antes de ir para a Espanha
'Muito tempo de clube às vezes acomoda o jogador''
LANCENET!: Sua saída é o fim de uma era?
Miranda: Acho que sim. É natural e você dá espaço para os garotos. Outro dia parei para pensar: nossa, sou um dos mais velhos, todo mundo já saiu e estou aqui ainda, estou ficando tiozinho (risos). Mas sabia que uma hora ia chegar minha vez. Tem de dar espaço para outros.
L!: Sai em boa hora, então?
M: Acho que sim, muito tempo de clube às vezes acomoda o jogador. É importante para continuar crescendo, com novos desafios, metas.
L!: Você se acomodou?
M: Tive uma fase conturbada, normal pelo tempo de casa. Não digo que me acomodei, mas deixei de evoluir. Dei uma estacionada, pode taxar como um pouco de acomodação, mas é normal, em muito tempo sem vai haver oscilação.
L!: Depois que acertou a saída, você pediu para não jogar?
M: Não cheguei a pedir nem me pediram para não jogar. Eu não estava recuperado ainda, ainda não estou (sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo em maio). Não era justo tirar o espaço de um garoto que estava começando bem.
L!: Como foi a despedida?
M: Fiquei triste por deixar o grupo, vou sentir muita falta, mas vou estar na torcida. Sempre tive muito carinho com todos, vou ficar na torcida para que o São Paulo seja sempre um grupo unido, campeão.
Ponto final! Miranda vai embora orgulhoso de títulos e outras conquistas
No CT da Barra Funda, Miranda concedeu entrevista exclusiva ao LANCENET!. Ele se despediu do clube semana passada
Fonte Lance!
4 de Julho de 2011
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